A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) manifestou, nesta quinta-feira (15), preocupação com o fim da escala de trabalho 6x1 e pediu o "amplo diálogo" com os setores envolvidos. A entidade reconheceu a importância da medida e esclareceu que pretende conciliar o pleito dos trabalhadores e a garantia de rentabilidade às empresas.
Em posicionamento divulgado nas redes sociais, a entidade defendeu que as alterações sejam acompanhadas de embasamento técnico e avaliação dos impactos econômicos. A Fecomércio-MT destacou que as novas normas podem afetar diretamente o comércio, os serviços e o turismo, setores que fomentam a economia regional.
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“A Federação reafirma a importância da negociação coletiva para construir soluções equilibradas, considerando as particularidades de cada setor e a realidade econômica de Mato Grosso”, informou a entidade.
Segundo a Fecomércio, o objetivo é atender aos anseios trabalhadores e, simultaneamente, garantir a segurança jurídica para evitar perdas à lucratividade das empresas.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que derrubou a escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.
Jayme Campos (União Brasil), Carlos Fávaro (PSD) e Wellington Fagundes (PL) votaram favoravelmente à proposta nos dois turnos.
O texto aprovado prevê uma primeira redução da jornada para 42 horas semanais e, posteriormente, para 40 horas, conforme o cronograma estabelecido na PEC.
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