O Brasil, segundo a Ibia, trouxe inicialmente um dos marcos regulatórios para bets mais avançados do mundo, com nota de 77/100 para a entidade. Ao todo, mais de 80 operadores licenciados exerciam a atividade no País, dentro de um mercado regulado que alcançava a cifra de R$ 40 bilhões. Com a proibição apenas 21 meses depois da regulamentação, o mercado ilegal deve superar o tamanho ao qual chegou o mercado regularizado, segundo o report.
Além disso, apostas suspeitas ficarão ainda mais difíceis de serem detectadas no mercado ilegal, de acordo com a entidade. A Ibia, no primeiro ano de mercado regulado, 2025, reportou 25 alertas no esporte brasileiro, a partir dos operadores nacionais licenciados monitorando essas atividades e comunicando às autoridades.
Com a migração para um mercado offshore, a entidade também alerta para um prejuízo na proteção aos apostadores, que devem perder a verificação de identidade, o direito de autoexclusão e as garantias de pagamento. O Estado, por sua vez, tem a arrecadação de impostos renunciada, e os times de futebol devem perder os patrocínios de casas de apostas, que representam grande parte do dinheiro movimentado no mercado publicitário do esporte.
As licenças dos operadores regularizados expiram em 25 de outubro, e o Congresso Nacional tem 120 dias, a partir do envio da Medida Provisória, para confirmar ou rejeitar a proibição. A Ibiá recomenda que os decisores reconsiderem a medida em diálogo com o setor.
(Com Agência Estado)
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