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Economia Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026, 10:30 - A | A

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026, 10h:30 - A | A

IBGE mostra que meninos negros são maioria no trabalho infantil no País

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

As crianças e adolescentes pretos ou pardos, sobretudo do sexo masculino, são os mais afetados pelo trabalho infantil, somando dois terços (67,0%) de todos os casos do país em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O porcentual é maior do que a proporção deste grupo na população geral na faixa etária de 5 a 17 anos (59,7%).

Em números absolutos, havia 1 milhão de crianças e adolescentes pretos ou pardos em situação de trabalho infantil no ano passado, de um total de 22,587 milhões nesse grupo.

Crianças e jovens do sexo masculino representam a maioria (65,4%) dos trabalhadores infantis, somando 980 mil pessoas. Os meninos representam 51,2% da população geral de 5 a 17 anos. As meninas, por sua vez, representam cerca de um terço do contingente de trabalhadores (34,6%), totalizando 519 mil pessoas.

"Enquanto no total da população de 5 a 17 anos de idade, cerca de 50% eram homens, entre aquelas pessoas em situação de trabalho infantil, os homens eram 65,4%, ou seja, os homens realmente são a maioria dessas pessoas em situação de trabalho infantil", afirmou Gustavo Geaquinto Fontes, responsável pelos dados.

A participação masculina e negra é ainda mais acentuada nas atividades de maior risco. Entre as 525 mil crianças e jovens em ocupações da Lista TIP, que classifica as piores formas de trabalho infantil, 72,6% eram homens e 68,3% eram de cor ou raça preta ou parda.

O IBGE também observou que os homens em situação de trabalho infantil tinham um rendimento substancialmente maior do que as mulheres. As meninas em situação de trabalho infantil recebiam, em média, R$ 224 a menos por mês que os meninos (R$ 782 ante R$ 1.006 dos meninos).

As crianças brancas tinham um rendimento um pouco maior do que as pretas ou pardas. As crianças e jovens pretos ou pardos recebiam R$ 39 a menos por mês na comparação com os brancos (R$ 925 versus R$ 964 de brancos).

Na análise por grupos etários, a prevalência do trabalho infantil tende a aumentar com o avanço da idade, chegando a 14,5% do grupo de 16 e 17 anos. São, ao todo, 871 mil adolescentes nessa condição. Entre eles, 79,6% frequentavam a escola, enquanto os estudantes eram 89,6% do total da população de mesma faixa etária.

(Com Agência Estado)

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