Em números absolutos, havia 1 milhão de crianças e adolescentes pretos ou pardos em situação de trabalho infantil no ano passado, de um total de 22,587 milhões nesse grupo.
Crianças e jovens do sexo masculino representam a maioria (65,4%) dos trabalhadores infantis, somando 980 mil pessoas. Os meninos representam 51,2% da população geral de 5 a 17 anos. As meninas, por sua vez, representam cerca de um terço do contingente de trabalhadores (34,6%), totalizando 519 mil pessoas.
"Enquanto no total da população de 5 a 17 anos de idade, cerca de 50% eram homens, entre aquelas pessoas em situação de trabalho infantil, os homens eram 65,4%, ou seja, os homens realmente são a maioria dessas pessoas em situação de trabalho infantil", afirmou Gustavo Geaquinto Fontes, responsável pelos dados.
A participação masculina e negra é ainda mais acentuada nas atividades de maior risco. Entre as 525 mil crianças e jovens em ocupações da Lista TIP, que classifica as piores formas de trabalho infantil, 72,6% eram homens e 68,3% eram de cor ou raça preta ou parda.
O IBGE também observou que os homens em situação de trabalho infantil tinham um rendimento substancialmente maior do que as mulheres. As meninas em situação de trabalho infantil recebiam, em média, R$ 224 a menos por mês que os meninos (R$ 782 ante R$ 1.006 dos meninos).
As crianças brancas tinham um rendimento um pouco maior do que as pretas ou pardas. As crianças e jovens pretos ou pardos recebiam R$ 39 a menos por mês na comparação com os brancos (R$ 925 versus R$ 964 de brancos).
Na análise por grupos etários, a prevalência do trabalho infantil tende a aumentar com o avanço da idade, chegando a 14,5% do grupo de 16 e 17 anos. São, ao todo, 871 mil adolescentes nessa condição. Entre eles, 79,6% frequentavam a escola, enquanto os estudantes eram 89,6% do total da população de mesma faixa etária.
(Com Agência Estado)
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