Testemunhas indicaram à polícia uma possível ligação entre o alvo de um ataque a tiros, na entrada de um hotel em Várzea Grande, e a morte de Wellyngton Eduardo da Costa Jardim, de 35 anos, cujo corpo foi encontrado na mesma cidade. A possível relação, no entanto, ainda não foi confirmada pelas autoridades.
Durante o atendimento à tentativa de homicídio, policiais militares receberam denúncias anônimas e mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp apontando que o homem seria supostamente envolvido em outras ações criminosas.
Segundo os relatos recebidos pela PM, ele teria entrado em residências de criminosos, roubado objetos e se apresentado como policial durante algumas dessas ações. As mesmas informações também passaram a relacioná-lo ao caso de Wellyngton, que foi sequestrado e encontrado morto na terça-feira (11), em uma área de mata na região do Capão Grande, em Várzea Grande.
A Polícia Militar ressaltou que as acusações recebidas durante a ocorrência não foram confirmadas pela equipe. O próprio homem negou participação no sequestro, em eventual tortura ou na morte de Wellyngton, além dos demais crimes atribuídos a ele.
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ATAQUE NO HOTEL
O homem foi surpreendido por três suspeitos que desceram de um sedan preto e efetuaram vários disparos na entrada do hotel. Ele não foi atingido, mas o local ficou danificado. Os atiradores fugiram após o ataque.
A DHPP apreendeu o celular da vítima e recolheu uma cápsula e um projétil encontrados no local, que serão analisados durante a investigação.
MORTE DE WELLYNGTON
Wellyngton Eduardo da Costa Jardim, de 35 anos, foi sequestrado na madrugada de segunda-feira (10), após homens armados e encapuzados invadirem sua casa, em Várzea Grande. Ele e a companheira foram rendidos, e os criminosos levaram dinheiro e celulares. Na sequência, Wellyngton foi retirado do imóvel e levado pelos suspeitos.
A companheira permaneceu na residência e procurou a Polícia Civil para comunicar o desaparecimento. Familiares e amigos também participaram das buscas até que o corpo foi localizado na terça-feira (11), em uma área de mata na região do Capão Grande.
Segundo os primeiros levantamentos, Wellyngton apresentava sinais de agressão e possíveis marcas de tortura. O caso, inicialmente tratado como sequestro e cárcere privado, passou a ser investigado também como homicídio pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Até o momento, não há confirmação oficial de que o homem atacado tenha participado do sequestro ou da morte de Wellyngton. A informação consta em denúncias anônimas e mensagens recebidas pela Polícia Militar durante o atendimento da tentativa de homicídio e deverá ser apurada pela investigação.
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