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Polícia Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026, 09:52 - A | A

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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026, 09h:52 - A | A

TRUCULÊNCIA E ABUSO

Estudante acusa PMs de invasão, agressões e ameaça de flagrante forjado em Cuiabá

Thaina Alvares denunciou em seu Instagram a violência policial sofrida durante a madrugada desta segunda-feira (10)

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Reprodução/Redes sociais

Thayna Alvares

A estudante de Direito, Thaina Alvares, de 23 anos, publicou vídeo denunciado ter sofrido agressões e ameaças por parte de policiais da Força Tática. O caso teria ocorrido na madrugada desta segunda-feira (10), em sua casa, no bairro Novo Horizonte, em Cuiabá. Na residência também estariam o filho da estudante, de três anos de idade, e a avó dela, que está acamada. 

Seguno o relato, ao escutar barulhos de tiro, a jovem levantou para verificar se seu filho e sua avó estavam bem. Em seguida, ela contou que abriu rapidamente a janela da sala e viu um policial em seu quintal. Um policial a viu e, mesmo depois dela ter se afastado, o PM teria aberto novamente a janela e exigido, sob xingamentos, que a porta fosse aberta. 

Ao abrir e sair na frente da casa, os policiais mandaram a jovem colocar a mão na cabeça, apontaram a arma para sua cabeça e iniciaram as agressões com socos e tapas no rosto. Em seu perfil, Thaina publicou fotos mostrando seu corpo e o chão da casa ensanguentado após a agressão. 

Os policiais teriam exigido nomes de traficantes da região e ameaçado prender Thaina por tráfico com drogas ‘plantadas’, ou seja, colocadas de forma intencional para incriminá-la. 

“Eu estava fazendo uma gentileza de abrir a porta da minha casa porque eu estava dentro da minha casa, nenhum momento eu estava na rua e foi quando ele bateu a mão, derrubou meu celular e quebrou, e começou a me bater até chegar dentro da minha casa. Ele pediu nomes de quem eu não sabia, nomes de que não é o meu trabalho saber, eu acordo de manhã às 5h, chego em casa 11h, eu estudo, trabalho, tenho um filho de três anos”, contou emocionada. 

A estudante também relatou a presença constante do medo e o pânico ao sair de casa, ao andar nas ruas, ao ver viaturas da PM e, sobretudo, na hora de dormir. 

“Eles deveriam me proteger, proteger a minha casa, e foi quando eu falei que eu não sabia de nada, eu estava dentro da minha casa, eu não tenho contato com as pessoas da rua, e ele falou que ele não queria saber. Como que tinha alguém na frente da minha casa que eu não sabia que vendia droga”, relembrou

No vídeo, a jovem contou que já fez as denúncias formais na Corregedoria da PM em busca de Justiça e questionou o treinamento recebido pelos policiais para servir a população. 

"Eu quero justiça, porque eu fui agredida na frente do meu filho que tem três anos”, clamou.

OUTRO LADO

Procurada pelo HNT, a assessoria da PM informou que recebeu a denúncia e abriu procedimento para identificar os policias envoldidos no caso. Em nota, a corporação destacou que não pactua com abuso de autoridade ou crimes cometidos por policiais. Leia na íntegra:

A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso informa que recebeu a denúncia, nesta terça-feira (11), e que abriu procedimento para identificação dos policiais envolvidos na ocorrência e completa apuração dos fatos com máximo rigor.

A PMMT reforça que não coaduna com abuso de autoridade, violência e nenhum outro tipo de crime cometido por parte de seus integrantes.

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