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Polícia Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026, 08:11 - A | A

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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026, 08h:11 - A | A

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Polícia fecha cerco contra gerente de facção e cumpre 20 ordens judiciais

Operação Ultimato cumpre 20 ordens judiciais e atinge investigados por gerência, fornecimento, distribuição e venda de entorpecentes

DA REDAÇÃO

PJC-MT

Operação Ultimato

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação Ultimato para desarticular um núcleo de uma facção criminosa investigado por atuar na organização e manutenção do tráfico de drogas em Arenápolis (235 km de Cuiabá), Nortelândia (229 km de Cuiabá) e municípios da região.

Ao todo, são cumpridas 20 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados. As medidas foram autorizadas após representação da Polícia Civil, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Arenápolis e manifestação favorável do Ministério Público.

IDENTIFICAÇÃO DO NÚCLEO CRIMINOSO

As investigações iniciaram a partir de prisões em flagrante, realizadas pela Delegacia de Arenápolis, e se desenvolveram ao longo de mais de um ano. Durante esse período, os elementos reunidos permitiram identificar uma estrutura criminosa com divisão de funções relacionadas à gerência, fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes.

Também foi apurado que parte das determinações relacionadas ao funcionamento do grupo era transmitida por integrantes que se encontravam recolhidos no sistema prisional, de onde, segundo os elementos colhidos, continuavam exercendo influência sobre as atividades criminosas desenvolvidas na região.

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Entre os alvos da operação estão investigados apontados como responsáveis pela gerência local do tráfico de drogas, fornecimento de entorpecentes, distribuição e manutenção de pontos de venda, alguns deles com atuação contínua nos municípios abrangidos pela investigação.

As medidas patrimoniais determinadas judicialmente também alcançam bens e valores relacionados à atividade investigada, com o objetivo de impedir a movimentação ou ocultação de patrimônio possivelmente proveniente das práticas criminosas, permanecendo os ativos bloqueados à disposição da Justiça.

APOIO OPERACIONAL

A operação mobilizou 34 policiais civis, com atuação simultânea de equipes da Delegacia de Polícia de Arenápolis, Delegacia de Nortelândia e unidades integrantes da Delegacia Regional de Nova Mutum - Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde e de Nova Mutum, Delegacias de Polícia de Nova Mutum, Diamantino e São José do Rio Claro).

O material apreendido durante os trabalhos e os presos na operação serão encaminhados à Delegacia de Polícia de Arenápolis, onde serão adotadas as providências cabíveis. Posteriormente, os custodiados serão colocados à disposição do Poder Judiciário para posterior realização das audiências de custódia.

NOME DA OPERAÇÃO

A denominação Ultimato traduz o caráter conclusivo desta fase da investigação. Iniciado há cerca de um ano, o trabalho da Delegacia de Arenápolis avançou por etapas sucessivas, permitindo identificar diferentes níveis do grupo criminoso. A operação encerra esse ciclo ao atingir simultaneamente a gerência local, fornecedores, pontos de venda e o patrimônio vinculado ao grupo.

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