A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte do policial militar e instrutor de jiu-jitsu Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, assassinado a tiros no dia 4 de agosto, em um centro comunitário de Várzea Grande.
Ao fim das investigações, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi indiciado por homicídio qualificado. Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido cometido com uso de meio cruel e de forma que dificultou a defesa da vítima. A pena prevista para esse tipo de homicídio varia de 12 a 30 anos de prisão.
Jonathan foi preso em flagrante pouco depois do assassinato e levado para a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Posteriormente, a Justiça transformou a prisão em flagrante em preventiva, e ele permanece detido.
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VÍTIMA FOI SURPREENDIDA
Renato atuava como instrutor de jiu-jitsu em um projeto social realizado no centro comunitário. Conforme a investigação, o suspeito chegou ao local armado e efetuou vários disparos contra o policial militar.
Ferido, Renato recebeu atendimento de uma equipe da Polícia Militar e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Rei. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu aos ferimentos e morreu.
Durante o interrogatório, Jonathan optou por permanecer em silêncio. De acordo com a Polícia Civil, entretanto, os elementos reunidos ao longo da investigação apontaram para a participação dele no crime e indicaram que teria agido sozinho.
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A arma usada no assassinato, segundo a investigação, pertencia ao suspeito, que mantinha a posse irregular do armamento havia vários anos.
CRIME MOTIVADO POR RELACIONAMENTO
Os depoimentos colhidos durante a apuração apontaram que o assassinato teria sido motivado por uma questão passional. Conforme a Polícia Civil, Renato mantinha um relacionamento extraconjugal com a companheira de Jonathan.
Segundo os investigadores, o envolvimento entre a vítima e a mulher teria durado mais de dois anos, com períodos de separação e retomada do relacionamento.
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A Polícia Civil ainda aguarda os resultados dos exames de balística realizados na arma apreendida, além de outros laudos complementares. Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ficará à disposição do Ministério Público, que deverá analisar as provas e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia contra o suspeito.
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