No exterior, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, recua, enquanto a moeda norte-americana tem sinal misto ante as principais divisas emergentes.
O movimento ocorre em meio à redução das apostas de alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), após dados recentes de emprego e inflação nos Estados Unidos. Nesta semana, os investidores acompanham a ata da última reunião do Fed e novos indicadores de atividade.
O petróleo, por sua vez, opera em alta, próximo de US$ 89 o barril, diante das incertezas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. A questão ganhou novos contornos nesta segunda-feira, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar bombardear Omã caso o país "se intrometa" nos planos de Washington para o Estreito de Ormuz.
Teerã afirmou ter chegado a um entendimento com Mascate sobre um plano para que navios voltem a transitar pela via marítima. Mais cedo, uma autoridade iraniana afirmou que o país elevará as tensões em Ormuz e na região caso a diplomacia com os Estados Unidos fracasse.
No Brasil, os investidores digerem o IBC-Br de junho, divulgado pelo Banco Central, que caiu 0,6%, ante expectativa de recuo de 0,5%. O resultado reforça sinais de desaceleração da atividade econômica. Mais cedo, o mercado também conheceu o Relatório Focus, que manteve em 5,02% a projeção para o IPCA de 2026 e elevou de 4,22% para 4,24% a estimativa para a inflação de 2027.
A projeção para o câmbio no fim deste ano permaneceu em R$ 5,20, enquanto a estimativa para 2027 passou de R$ 5,28 para R$ 5,29. A previsão para a Selic no fim de 2026 continuou em 13,75%.
O ambiente doméstico segue marcado pela cautela com os riscos fiscal e eleitoral e pela saída de capital estrangeiro. Na sexta-feira, o dólar ultrapassou R$ 5,20 e chegou à máxima de R$ 5,2490 durante a sessão, após o governo brasileiro abrir processo para aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta à tarifa de 25% imposta pelo governo americano sobre produtos brasileiros.
Às 10h48 desta segunda-feira, o dólar à vista recuava 0,19%, cotado a R$ 5,2100.
(Com Agência Estado)
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