As pinturas estavam protegidas por estruturas de exposição e por um sistema de alarme. Mesmo assim, um grupo conseguiu acessar o museu, passar pelos sistemas de segurança e retirar as obras do local. O caso agora é investigado pela Promotoria de Messina, que apura, entre outras possibilidades, se as peças foram furtadas com a intenção de serem levadas para o mercado ilegal de arte. As informações são do The Guardian.
O Polittico di San Gregorio é formado pelos painéis que restaram de um retábulo originalmente composto por seis partes. A obra foi criada para o Monastero di San Gregorio, destruído pelo terremoto que devastou Messina em 1908. Dos cinco painéis que sobreviveram, três foram levados no furto. A obra também tinha uma característica particular: era o único trabalho de Antonello da Messina que nunca havia deixado sua cidade natal.
A quarta peça roubada é uma pequena pintura de duas faces. Em um dos lados, Antonello retratou a Virgem e o Menino acompanhados por um frade franciscano; no outro, aparece Cristo. A obra fazia parte da coleção Wilhelm Soldan e foi adquirida pela administração regional da Sicília em 2003, em uma venda realizada pela Christie's.
Os criminosos chegaram a retirar seis obras do museu, mas duas delas foram deixadas em um muro do lado de fora do prédio. As outras quatro, todas de Antonello, desapareceram do local.
Os investigadores também analisam as imagens das câmeras de vigilância instaladas no museu e como os criminosos conseguiram contornar os mecanismos de segurança do local.
(Com Agência Estado)
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