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Cidades Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 15:36 - A | A

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Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 15h:36 - A | A

CRIME PASSIONAL

Cabo da PM morto em VG é enterrado com homenagens e forte comoção

Renato Oliveira Aragão foi assassinado com seis tiros enquanto ministrava aula de jiu-jítsu no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Reprodução

cabo da PM assassinado Renato Oliveira Aragão

O enterro de Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, cabo da Polícia Militar e professor de um projeto social de artes marciais, foi marcado por homenagens da corporação e de seus alunos na manhã desta quinta-feira (6), no cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá. O policial foi morto na noite desta terça-feira (4), enquanto ministrava aula de jiu-jítsu no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.

LEIA MAIS: PM é morto a tiros em aula de jiu-jítsu em CRAS do Cristo Rei, em VG; veja vídeo 

A despedida reuniu militares, amigos, familiares e alunos, que foram vestidos com kimono, vestimento utilizada para a prática do jiu-jítsu. Em homenagem à trajetória do policial na corporação e à dedicação ao projeto social do 25º Batalhão da Polícia Militar, houve cortejo com várias viaturas da PM, honras fúnebres, toque de silêncio pelo cornetista e continências dos estudantes coordenadas por seu filho.

Outra homenagem ao policial será a atribuição de seu nome ao projeto social de jiu-jítsu em que dava aulas para crianças e adolescentes. Uma faixa também foi estendida por seus alunos, que se despediram do professor sob forte comoção. 

Suspeita de crime passional

Como publicado pelo HNT, Renato Renato Oliveira Aragão foi assassinado com seis tiros na frente de seus alunos, entre crianças e adolescentes, enquanto dava aula no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O suspeito, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, que invadiu a aula foi contido pelos estudantes até a chegada da equipe da PM. 

LEIA MAIS: Homem que matou PM em VG fica em silêncio; polícia vê motivação passional

Preso em flagrante, Jhonatan teria cometido o crime após descobrir que o policial estaria se envolvendo com sua esposa há cerca de dois anos. Segundo a Polícia Civil, Jonathan chegou a registrar um boletim de ocorrência meses antes relatando o suposto relacionamento extraconjugal. 

LEIA MAIS: Atirador avisou esposa de PM sobre traição dias antes de matar cabo, revela investigação

De acordo com a investigação, cerca de três dias antes de  cometer o assassinato, Jonathan entrou em contato com a esposa da vítima para informar que o policial mantinha um suposto relacionamento amoroso com sua companheira. 

A Polícia Civil tentou localizar a esposa de Jonathan, mas até o momento não foi encontrada. Ela é considerada uma peça central do caso, que está sob investigação, enquanto seu marido permanece preso preventivamente. 

 

 

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