A Polícia Civil prendeu preventivamente, na tarde desta quarta-feira (5), a policial penal Jorcenilma Franca Viegas, de 46 anos, investigada por tentativa de homicídio contra um entregador de aplicativo, de 34 anos, no bairro CPA IV, em Cuiabá. O caso ocorreu no dia 22 de julho e ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança registrarem o momento em que a vítima foi atingida por disparos.
A prisão foi cumprida por equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após a 12ª Vara Criminal de Cuiabá decretar a prisão preventiva da investigada. Conforme a Polícia Civil, a vítima permanece internada no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).
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Segundo a investigação, o crime ocorreu durante a devolução de um aparelho celular encontrado pela vítima. O homem teria localizado o iPhone enquanto trabalhava e, dias depois, foi procurado por uma mulher que se apresentou como proprietária do aparelho.
Conforme apurado pela DHPP, as partes combinaram um encontro para a devolução do telefone. Na ocasião, a investigada teria informado que faria o pagamento de R$ 100 como recompensa pela entrega.
No dia marcado, o entregador foi até o endereço indicado, nas proximidades de uma agência bancária no CPA IV, para devolver o celular. De acordo com a investigação, durante o encontro houve um desentendimento e a suspeita teria informado que não realizaria o pagamento combinado, passando a ameaçar a vítima.
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Após devolver o aparelho e subir na motocicleta para deixar o local, o homem teria sido surpreendido pela investigada, que sacou uma arma de fogo e efetuou disparos em sua direção. A vítima foi atingida por três tiros e um quarto disparo acertou a motocicleta utilizada por ela.
Mesmo ferido, o entregador conseguiu acionar um familiar, que prestou auxílio até a chegada do socorro. Ele foi encaminhado ao HMC, onde permanece internado.
A DHPP informou que iniciou as investigações logo após o registro da ocorrência e reuniu elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva. A suspeita foi localizada nas proximidades da sede da delegacia, conduzida para os procedimentos legais e colocada à disposição da Justiça.
O caso, inicialmente registrado com versões conflitantes envolvendo uma suposta extorsão pela devolução do aparelho, passou a ser investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio após a análise dos elementos reunidos durante o inquérito.
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