Terça-feira, 28 de Julho de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Polícia Terça-feira, 28 de Julho de 2026, 11:26 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 28 de Julho de 2026, 11h:26 - A | A

ATIROU EM MOTOBOY

Defesa divulga áudio e reforça tese de extorsão contra policial; DHPP vê contradições 

Advogado da servidora afirma que motociclista participava de uma suposta cobrança para devolução de celular; delegado da DHPP aponta contradições após análise das imagens

SILVÉRIO ALMEIDA
Da redação

Reprodução

Policial Penal atirou em entregador em Cuiabá

A defesa da policial penal Jorcenilma Franca Viegas, de 46 anos, divulgou um áudio nesta terça-feira (28) e afirmou que a servidora reagiu a uma suposta tentativa de extorsão ao atirar contra o entregador Carlos Filipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, no bairro CPA IV, em Cuiabá.

A nova versão foi apresentada após imagens de câmeras de segurança contradizerem o relato inicial da agente de que o motociclista teria tentado tomar sua arma de fogo durante a abordagem.

Segundo o advogado Marcio de Deus, Carlos Filipe atuava como intermediário de um grupo que exigia R$ 600 para devolver um aparelho celular da policial. Conforme a defesa, o entregador foi até a residência da servidora para recolher o dinheiro exigido pelos criminosos, momento em que ela deu voz de prisão e efetuou os disparos.

A manifestação ocorre após a divulgação de imagens de segurança que mostram a policial rendendo o motociclista na calçada, determinando que ele se deitasse no chão e, em seguida, atirando contra ele. Para o advogado, porém, o vídeo registra apenas os momentos finais da ocorrência e não mostra a suposta extorsão que antecedeu a abordagem.

LEIA MAIS: Câmeras registram policial atirando em entregador que tentava devolver Iphone; veja vídeo

No áudio divulgado pela defesa, um homem não identificado ameaça divulgar informações armazenadas no celular da policial e exige o pagamento de R$ 600 em dinheiro. Caso a quantia não fosse entregue, o aparelho seria desmontado e vendido por peças.

Marcio de Deus afirmou que a policial vinha sendo vítima de chantagem e que sua intervenção teve como objetivo impedir a continuidade do crime dentro da própria residência.

Carlos Filipe foi baleado durante a abordagem, recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá.

INVESTIGAÇÃO

Em entrevista ao programa Cadeia Neles, o delegado Nilson Farias, responsável pelas investigações na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que a policial penal já prestou depoimento, mas decidiu permanecer em silêncio.

O delegado afirmou que a equipe da DHPP segue ouvindo todas as pessoas envolvidas no caso e reunindo provas para esclarecer a dinâmica da ocorrência. Na segunda-feira (28), Nilson Farias esteve com familiares do entregador e ouviu a mãe e o irmão do motoboy, que passou a ser tratada pela investigação como vítima de tentativa de homicídio.

LEIA MAIS: Suspeito de extorsão baleado por policial é internado na UTI

Segundo o delegado, as imagens das câmeras de segurança foram fundamentais para a investigação. Ele afirmou que, após a análise detalhada das gravações, é possível observar o momento em que o entregador estende o braço para entregar o aparelho celular e, logo depois, os disparos começam. Conforme Farias, as imagens mostram o motociclista tentando fugir enquanto era atingido pelos tiros.

Ainda durante a entrevista, o delegado explicou que a versão sobre uma suposta extorsão surgiu inicialmente após a chegada da Polícia Militar ao local. Segundo ele, a filha da policial penal relatou aos agentes que o entregador estaria envolvido em uma cobrança para devolução do celular. A ocorrência foi registrada inicialmente como extorsão e adulteração de veículo.

No entanto, conforme o delegado, a análise das imagens levantou dúvidas sobre essa versão inicial. Para Nilson Farias, os registros não indicariam, a princípio, um caso típico de extorsão e apontariam uma dinâmica diferente da apresentada inicialmente.

O investigador também informou que a arma utilizada nos disparos era funcional e que a perícia ainda trabalha para confirmar a quantidade exata de tiros. Pelas imagens com áudio, a suspeita é de que tenham sido efetuados entre cinco e oito disparos.

A Polícia Civil também apura outros elementos do caso, como a possível alteração da placa da motocicleta, que teria sido coberta com fita isolante. Segundo o delegado, todos os detalhes serão analisados durante a investigação.

O caso continua sob apuração da DHPP, que busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência e definir a responsabilidade dos envolvidos.

CONFIRA VÍDEO E AUDIOS DA DEFESA:

  

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros