O motociclista C. F. M. F. F, de 35 anos, suspeito de extorsão, permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), após ser baleado por uma policial penal durante a entrega de um iPhone perdido, na noite de quarta-feira (22), no bairro CPA 4, na Capital.
O suspeito foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) logo após os disparos e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde recebeu atendimento de emergência.
Segundo informações do laudo médico obtidas pela reportagem, ele permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O documento aponta que o motociclista sofreu um choque hipovolêmico, condição provocada pela grande perda de sangue causada pelos disparos.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a policial penal havia perdido um iPhone dias antes e registrado um boletim comunicando o desaparecimento do aparelho. Conforme a versão apresentada à Polícia Militar, o suspeito teria encontrado o celular e passado a exigir dinheiro para devolvê-lo, o que é tratado, inicialmente, como uma suposta tentativa de extorsão.
Ainda segundo o registro policial, um encontro foi marcado para a entrega do aparelho. Quando o motociclista chegou ao endereço, a policial penal tentou abordá-lo. Nesse momento, conforme o relato da agente, o homem reagiu e tentou tomar sua arma de fogo. Diante da situação, ela efetuou os disparos.
O rapaz foi atingido por três tiros. Um disparo acertou a perna direita e outros dois atingiram as costas. Um dos projéteis atravessou a região do abdômen e outro ficou alojado na altura do tórax, provocando ferimentos graves.
Quando a Polícia Militar chegou ao local, a policial penal já havia deixado a residência. A motocicleta utilizada pelo suspeito, uma Shineray SHI 175 vermelha, foi apreendida. Conforme o boletim, os policiais constataram que a placa estava parcialmente coberta com uma fita adesiva, o que teria adulterado sua identificação. Também foram registradas autuações pela irregularidade e pelo licenciamento vencido. O veículo foi encaminhado ao pátio do 3º Batalhão da Polícia Militar e será levado posteriormente à Central de Flagrantes.
FAMÍLIA NEGA EXTORSÃO
A versão apresentada pela família do homem é diferente da registrada no boletim de ocorrência. Segundo os parentes, ele não encontrou o celular e também não participou de qualquer tentativa de extorsão.
De acordo com a família, o motociclista apenas foi contratado por outra pessoa para fazer a entrega do aparelho e receberia R$ 100 pelo serviço. Os familiares afirmam que ele desconhecia qualquer negociação envolvendo cobrança de dinheiro e negam que tenha exigido qualquer pagamento da proprietária do iPhone.
Até a publicação desta reportagem, a policial penal que efetuou os disparos ainda não havia se apresentado à Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
O caso será investigado para esclarecer as circunstâncias da abordagem e apurar qual das versões corresponde aos fatos.
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