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Cidades Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 12:11 - A | A

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Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 12h:11 - A | A

EMERGÊNCIA CARDIOLÓGICA

Parceria entre Samu, Bombeiros e HC reduz tempo de resposta a infartos em MT

Em um mês, 89% dos pacientes com dor torácica encaminhados ao Hospital Central precisaram de atendimento cardiológico de alta complexidade

DA ASSESSORIA

Da assessoria

Samu

No primeiro mês de funcionamento do Protocolo de Emergência para Infarto Agudo do Miocárdio, 89% dos pacientes com dor torácica encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Corpo de Bombeiros ao Hospital Central de Alta Complexidade precisaram de atendimento cardiológico especializado. 

Implantado no fim de junho, o protocolo criou um fluxo integrado para qualificar o atendimento de pacientes com 45 anos ou mais que apresentem dor torácica e suspeita de infarto. 

Entre 22 de junho e 28 de julho, 46 pacientes foram incluídos no protocolo. Desses, 29 foram encaminhados ao Hospital Central pelo Samu ou pelo Corpo de Bombeiros. Três pacientes já chegaram com diagnóstico pré-hospitalar de infarto agudo do miocárdio. Outros 26 precisaram de atendimento especializado para tratamento de diferentes condições cardiovasculares, identificadas ou confirmadas após avaliação hospitalar.

O coordenador médico do Hospital Central, Thales Chelala, avalia que os resultados iniciais demonstram a efetividade da estratégia.

“Quando observamos que 26 dos 29 pacientes encaminhados necessitaram de recursos de alta complexidade, fica evidente que o protocolo está direcionando corretamente os casos de maior risco para o Hospital Central. Essas pessoas receberam o diagnóstico e o tratamento adequados no local mais indicado para o seu perfil clínico”, afirmou.

A regulação dos pacientes, realizada ainda durante o atendimento pré-hospitalar por médicos vinculados aos serviços de urgência, levou em média cinco minutos até a definição do encaminhamento ao Hospital Central. Já na unidade, administrada pelo Einstein Hospital Israelita, o tempo médio para definição diagnóstica foi de 4,3 minutos, com suporte da telemedicina da matriz do Einstein, em São Paulo. O indicador é inferior ao limite de dez minutos recomendado pela American Heart Association e adotado pela organização.

Quanto aos desfechos clínicos dos 29 casos, 56% dos infartos constatados que passaram pelo serviço de hemodinâmica para realização de cateterismo na unidade tiveram o quadro de insuficiência cardíaca evitado pelo processo terapêutico oportuno; 48% dos pacientes foram internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI); 20% passaram por uma angiotomografia, exame de alta complexidade ofertado na linha cardíaca do Hospital Central; e 7% evoluíram para o óbito.

 

Além das cirurgias cardíacas abertas, o Hospital Central conta com dois equipamentos de hemodinâmica para realização de cateterismos, angioplastias e outros procedimentos minimamente invasivos na área de cardiologia. A unidade estadual atende exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

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