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Variedades Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026, 10:44 - A | A

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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026, 10h:44 - A | A

NA ÚLTIMA CIRURGIA

Gêmeas siamesas unidas pela cabeça morrem em cirurgia de separação

O procedimento, considerado o mais complexo da etapa final, mobilizou mais de 50 profissionais e durou cerca de 15 horas no Hospital das Clínicas da USP

METRÓPOLES

Metrópoles

Gêmeas siamesas

As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos, que nasceram unidas pela cabeça, morreram na noite do último sábado (15) após passarem pela cirurgia final de separação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP USP), no interior paulista.

De acordo com o hospital, as duas crianças morreram após cerca de 15 horas de cirurgia. O procedimento envolveu mais de 50 profissionais da equipe médica e era considerado a etapa final de separação, após as gêmeas passarem por outros quatro procedimentos cirúrgicos.

Ainda segundo o HC Ribeirão, os corpos de Heloísa e Helena seguiram para a cidade natal da família, em São José dos Campos, onde também ocorreu o sepultamento nesse domingo (16). A Prefeitura de São José arcou com os custos do funeral.

A última cirurgia das crianças ocorreu em março deste ano, para instalação de bolsas expansoras de pele pela equipe de cirurgia plástica, e durou cerca de 6 horas. O caso era conduzido pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica do HC.

A HISTÓRIA DAS GÊMEAS SIAMÊSAS

  • As gêmeas Heloísa e Helena nasceram em 2024 unidas pela cabeça. O caso é considerado raro, de 1 para cada 2,5 milhões de nascimentos

  • Para a separação completa, a equipe do HC previu a necessidade de cinco cirurgias espaçadas de 2 a 3 meses. Em cada etapa, uma janela óssea de ¼ do crânio era aberta para acesso e separação dos vasos encontrados.

  • Em seguida, a janela é fechada novamente e são aguardados 2 a 3 meses para os cérebros se recuperarem.

  • O processo se repete até dar a volta completa no crânio, quando todos os vasos estarão finalmente separados e os cérebros independentes anatomicamente.

  • O tratamento é considerado de alto custo, mas era bancado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem nenhum custo à família.

  • O HC de Ribeirão é referência no tratamento de craniópagos, já tendo separado dois casos anteriores.

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