Caixas com dinheiro em espécie e vinhos avaliados em cerca de R$ 25 mil estão entre os materiais apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada nesta quinta-feira (29) para investigar suspeitas de irregularidades em contratos administrativos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
A Polícia Federal não especificou onde foram apreedidas as caixas com dinheiro vivo. Já as bebidas foram apreendidas no gabinete do consultor jurídico-geral do TCE, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia.
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Após as buscas, agentes federais chegaram à sede da Polícia Federal, na Avenida do CPA, com materiais recolhidos durante a operação, transportados em sacos. A ação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e resultou na prisão preventiva de seis investigados, entre eles Sérgio Ricardo e Grhegory Paiva.
A operação apura um possível esquema de favorecimento a empresas contratadas pelo TCE-MT, com suspeitas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Conforme a representação da Polícia Federal apresentada ao STJ, os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas de R$ 75,8 milhões entre 1º de janeiro e 22 de outubro de 2025.
A hipótese investigativa é de que o poder de suspender, manter ou retomar pagamentos de contratos administrativos teria sido utilizado para pressionar fornecedores, com possível contrapartida financeira a pessoas ligadas à estrutura administrativa do Tribunal.
A investigação também examinou pagamentos feitos a empresas antes e depois da publicação de portarias que suspenderam contratos em 2024. Segundo a PF, algumas empresas mantiveram ou aumentaram os recebimentos mesmo durante o período de suspensão.
Além de Sérgio Ricardo e Grhegory Paiva, foram presos Roseli Loss, secretária-executiva do TCE-MT; Adriangelo Barros Antunes, servidor cedido pela Assembleia Legislativa; Gustavo Fernandes da Silva; e Felipe José Glinke.
A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares e de sequestro de bens.
A origem dos valores e dos objetos apreendidos, assim como a eventual relação deles com as suspeitas investigadas, depende do avanço das apurações. Os investigados são alvos de investigação e as suspeitas ainda precisam ser comprovadas.
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