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Polícia Quinta-feira, 29 de Outubro de 2026, 12:52 - A | A

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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2026, 12h:52 - A | A

PREJUÍZO DE R$ 414 MIL

Saiba quem é a influenciadora investigada por lavagem de dinheiro presa em Cuiabá; veja vídeo

Detida no bairro Tijucal nesta quinta-feira (29) ao lado do companheiro, influenciadora digital Aryadna Cristina é acusada de integrar grupo especializado em fraudes eletrônicas que causou prejuízo superior a R$ 414 mil

BIANCA MORTELARO
Da redação

Reprodução/Instagram

ARYADNA CRISTINA INFLENCER PRESA

A influenciadora digital Aryadna Cristina, de 24 anos de idade, é uma das quatro pessoas presas preventivamente pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (29), durante a segunda fase da Operação Rede Oculta, que investiga um esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro com prejuízo de R$ 414 mil às vítimas. A jovem foi detida no bairro Tijucal, em Cuiabá, junto ao companheiro, de 26 anos, suspeito de integrar o mesmo grupo criminoso. Segundo a investigação, a influenciadora exibia nas redes sociais um padrão de vida considerado incompatível com a renda declarada.

LEIA MAIS: Influenciadora e mais três suspeitos de golpes são presos por prejuízo de R$ 414 mil

Aryadna é investigada por suspeita de envolvimento no esquema que utilizava redes sociais e plataformas de compra e venda para aplicar golpes, principalmente por meio de anúncios falsos de veículos, além das modalidades conhecidas como falso parente e falso funcionário de banco. A Polícia Civil apura a participação individual dos envolvidos na movimentação dos valores obtidos com as fraudes.

Além da influenciadora e do companheiro, foram presos uma mulher de 35 anos e o marido dela, de 41, moradores do bairro São Benedito, em Várzea Grande. O homem já havia sido detido anteriormente por envolvimento em fraudes eletrônicas, mas conseguiu a liberdade e voltou a ser preso nesta quinta-feira. Um quinto investigado não foi localizado e é considerado foragido.

Ao todo, foram expedidas 20 ordens judiciais pelo Núcleo do Juízo das Garantias da Regional 1 de Cuiabá, incluindo cinco mandados de prisão preventiva, buscas domiciliares, sequestro de veículos e autorizações para acesso aos dados dos aparelhos apreendidos.

Durante as diligências, os policiais também cumpriram uma ordem de sequestro de um Toyota Corolla Cross híbrido, registrado em nome de terceiros, mas que, segundo a investigação, era utilizado pelos suspeitos. Os celulares recolhidos serão submetidos à extração de dados para aprofundar a identificação das movimentações financeiras e da participação dos investigados.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros para movimentar os valores recebidos das vítimas por meio de transferências Pix. O dinheiro era dividido em quantias inferiores a R$ 10 mil, distribuído entre diferentes contas e posteriormente concentrado em um dos investigados, responsável por redistribuir os recursos. Parte dos valores teria sido utilizada na aquisição de veículos de alto valor e joias, posteriormente exibidos nas redes sociais.

A investigação também aponta que uma das mulheres presas em Várzea Grande coordenava um núcleo do esquema e recrutava pessoas para ceder contas bancárias. Já o marido dela, apontado pela polícia como integrante de uma facção criminosa, teria continuado a orientar a movimentação do dinheiro mesmo durante o período em que esteve preso, com auxílio da esposa.

O prejuízo identificado até o momento chega a R$ 414.093, com vítimas em Mato Grosso e em outros estados, incluindo Rio de Janeiro e Pará.

A Operação Rede Oculta teve sua primeira fase deflagrada em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos aparelhos celulares e bens, entre eles um Jeep Compass avaliado em aproximadamente R$ 153 mil.

As investigações tiveram início em 2023, após denúncias anônimas, e avançaram a partir da análise de materiais apreendidos, laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e informações financeiras obtidas mediante autorização judicial.

Os investigados foram indiciados por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), sob responsabilidade do delegado Ruy Peral.

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