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Polícia Quinta-feira, 13 de Junho de 2024, 17:00 - A | A

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Quinta-feira, 13 de Junho de 2024, 17h:00 - A | A

ALVO DO "TRIBUNAL DO CRIME"

Motorista de aplicativo foi torturado por dois dias antes de ser morto e carbonizado; veja vídeo

Detalhes da crueldade imputada a Jonas foram revelados durante coletiva de imprensa na DHPP, na manhã desta quinta-feira; imagens mostram sessão de tortura

SABRINA VENTRESQUI
Da Redação

Antes de ser morto em março de 2019, o motorista de aplicativo Jonas de Almeida Silva, à época com 26 anos, foi torturado por dois dias por membros de uma facção criminosa. A vítima foi condenada pelo chamado ‘tribunal do crime’ depois de ser acusada de estupro por uma integrante da organização criminosa. Os detalhes da crueldade imputada a Jonas foram revelados durante coletiva de imprensa na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã desta quinta-feira (13).

LEIA MAIS: Mulher presa na "Sicários" filmou tortura e morte de motorista de aplicativo, diz delegado

Conforme a apuração, o motorista de aplicativo foi atraído até o local por duas mulheres que ofereceram sexo em troca de serviços de transporte. Contudo, ao chegar ao local, ele começou a ser espancado. Entre os dias 27 e 28 de março de 2019, Jonas foi mantido em cárcere privado em uma residência de Várzea Grande, sendo submetido ao tribunal do crime. 

Uma das sessões de tortura foi toda documentada em vídeos por uma das executoras. Nas imagens, Jonas aparece à mira de uma arma de fogo, deitado no chão de uma área rural, enquanto é agredido por diversas pessoas com pedaços de madeira, fios de cobre, cordas, açoites e chicotes. A mulher filma e narra toda a cena.

Em determinado momento, Jonas pede para que o matem logo, mas a mulher responde que a hora dele ainda ‘não havia chegado’. Em outra gravação, ele pede socorro e diz que ‘vai morrer ali’. Não é possível determinar a data em que a tortura foi gravada, mas a crueldade perdurou por dois dias.

"É uma situação extremamente covarde. A vítima passou dois dias sendo torturada então, não diferente dos outros casos, mas sempre há uma crueldade diferente", disse o delegado Maurício Maciel, que investiga o caso. O laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica que consta na ação penal apontou que Jonas morreu em decorrência dos golpes.

Depois de morto, os algozes colocaram o corpo no porta-malas de seu veículo Gol e atearam fogo para não deixar nenhum vestígio da execução. Ele foi encontrado por um chacareiro, em região de mata do bairro São Benedito, em Várzea Grande. 

Na apuração, a DHPP identificou nove autores do homicídio qualificado e representou pelas prisões, sendo um mandado cumprido nesta quinta-feira e outros três, nas semanas anteriores. 

VEJA VÍDEO

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