Laércio Antônio da Silva, de 60 anos de idade, investigado pela morte do próprio irmão, Gilmar Rodrigues da Silva, de 52, se apresentou à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (3), na Delegacia de Paranaíta (a 839 Km de Cuiabá). Ele foi interrogado na presença de um advogado e liberado após os procedimentos, já que não estava em situação de flagrante e não havia mandado de prisão contra ele.
O crime ocorreu na tarde de domingo (1º) no assentamento São Pedro, zona rural do município. Gilmar foi atingido por disparos de arma de fogo durante uma discussão com Laércio e não suportou a gravidade dos ferimentos.
O caso ganhou repercussão também pelo contexto político atribuído aos irmãos. Segundo relatos de moradores da região, Gilmar era apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto Laércio seria simpatizante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
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Ainda de acordo com pessoas que conheciam os dois, as divergências políticas faziam parte de um histórico de desentendimentos entre os irmãos. As discussões também envolveriam questões relacionadas à divisão de terras dentro do assentamento.
A possível motivação política, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a dinâmica da discussão, a quantidade de disparos ou a arma utilizada.
Em nota, a Polícia Civil informou que Laércio compareceu espontaneamente à delegacia, prestou depoimento acompanhado de advogado e foi liberado porque não havia situação de flagrante nem ordem judicial de prisão contra ele.
A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte de Gilmar e apurar a motivação do crime.
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