Trump alegou que não teve escolha ao atacar o Irã, citando o risco de o país desenvolver armas nucleares, e disse que já esperava um custo eleitoral. Segundo ele, a ofensiva "valeu a pena" e voltou a alegar que, se seu nome estivesse nas cédulas, os republicanos teriam vencido. O presidente afirmou ainda que o Estreito de Ormuz está aberto, que Washington faz "um ótimo trabalho" no Irã e que a guerra terminará "quando eu quiser que termine".
Com os democratas conquistando o controle da Câmara e do Senado, Trump disse que poderá se entender com a oposição, "a menos que eles queiram ser destruídos". Também advertiu que uma tentativa de impeachment contra ele "destruiria o Partido Democrata".
Segundo projeções da Associated Press (AP), até as 15h30 (de Brasília) desta quarta-feira, os democratas conquistaram 234 cadeiras na Câmara dos Representantes, contra 139 dos republicanos. Para ter maioria simples, eram necessárias 218. A apuração ainda segue para definir as 62 cadeiras restantes. No Senado, os democratas ficaram com 54 assentos, ante 44 dos republicanos - são necessários 51 assentos para assegurar maioria. Dois ainda estão em apuração.
Questionado sobre o futuro do secretário de Guerra, Pete Hegseth, Trump afirmou que ele faz "um ótimo trabalho" e que não deseja tirá-lo do cargo. A declaração ocorre após a CBS informar que o presidente consultou assessores sobre uma possível substituição de Hegseth diante da derrota nas urnas.
Sobre a corrida à Casa Branca em 2028, Trump disse não saber quem disputará a indicação republicana, nem se o vice-presidente, JD Vance, será candidato. Mais cedo, Vance também havia atribuído o resultado eleitoral à guerra contra o Irã.
(Com Agência Estado)
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