Os aportes seriam realizados por meio da Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), estatais mineiras. Parte dos recursos que as empresas destinam à publicidade e ao patrocínio de suas marcas seriam aplicados em contratos com os clubes. Atlético e Cruzeiro receberiam R$ 15 milhões cada, e o América, R$ 2 milhões.
Athletic, de São João del Rei, atualmente na Série B, e Uberlândia, que disputa a Série C, devem também receberiam o auxílio, em cotas menores.
"Nesse contexto, os elementos presentes nos autos apontam, em análise preliminar, para a existência de substancial divergência entre a finalidade legal do contrato de patrocínio, voltada ao fortalecimento da marca e à promoção dos interesses empresariais da estatal, e a finalidade publicamente atribuída à iniciativa, consistente na recomposição das receitas dos clubes de futebol afetados pelas recentes alterações legislativas atinentes às apostas esportivas", diz trecho da decisão do relator Licurgo Mourão.
Cleitinho comemorou a decisão em vídeo publicado nas redes sociais. "A gente está passando agora pela transição, a gente está vendo o próprio governo dizendo que a partir de janeiro pode não ter dinheiro para pagar um servidores, que está faltando merenda nas escolas. Quer dizer, eles mesmo estão dizendo que o Estado está quebrado."
"Eu não posso aceitar, como governador, pegar mais de R$ 30 milhões da Cemig e da Codemig e colocar agora em time de futebol. Todo mundo sabe do amor que eu tenho pelo futebol, só que a gente tem outras prioridades e eu tenho certeza que o torcedor vai me apoiar e todo o povo mineiro", concluiu.
(Com Agência Estado)
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