Para os candidatos do Partido Republicano, foi impossível escapar da inflação, outro motivo forte para a perda de força de Trump. A sondagem mostrou que 2 em cada 10 eleitores no Texas disseram que a inflação impôs dificuldades consideradas "severas" a eles e a suas famílias. Outros 6 em cada 10 eleitores afirmaram que a inflação trouxe dificuldades "moderadas".
Esse mesmo padrão se repetiu em diversos estados. Em nível nacional, os eleitores que se declararam "muito preocupados" com os custos do dia a dia, incluindo itens de supermercado, assistência médica e combustível disseram em sua grande maioria, ter votado no candidato democrata na disputa local para a Câmara dos Representantes dos EUA.
Além disso, em todo o país, votantes culparam Trump por altas tarifas, guerra no Irã e por uma promessa de campanha de redução de preços feita há dois anos e que, até o momento, não foi cumprida. Combate à corrupção, prioridades corretas e maior fiscalização por parte do Congresso foram outros fatores determinantes para que os democratas conseguissem a maioria dos votos.
Por outro lado, a pesquisa traz um alerta para os democratas: muitos eleitores não veem o partido com bons olhos. Embora os democratas levam vantagem em questões essenciais. Cerca de 7 em cada 10 eleitores afirmaram que o Congresso não está fazendo o suficiente para exercer o devido controle e equilíbrio sobre o presidente; esse é o desafio que se impõe aos democratas que recuperaram o controle do Senado e da Câmara.
*Com tradução de Bianca Rocha, especial para AE.
(Com Agência Estado)
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