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Polícia Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026, 13:25 - A | A

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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026, 13h:25 - A | A

MISSIONÁRIA DO CV

"Faixa Rosa evangélica" e outros cinco viram réus por lavagem de dinheiro

Missionária apontada como integrante do Comando Vermelho é acusada de usar grupo de evangelização para manter acesso a presos e repassar informações da facção

SILVÉRIO ALMEIDA
Da redação

Reprodução

Rahvenna e outros viram reús _operação fariseus

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, acolheu a denúncia formulada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra Rhavena Barcelos Cabeça de Almeida, 24 anos, apontada como missionária da facção criminosa Comando Vermelho (CV). A mãe dela, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, o namorado e conselheiro final da facção, Renildo da Silva Rios, e outras três pessoas também passaram a responder a uma ação penal. 

Rhavena foi presa durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil em julho deste ano. Segundo as investigações, ela teria utilizado sua atuação em um grupo de evangelização para conseguir acesso a detentos de diferentes alas de unidades prisionais.

LEIA MAIS: MPMT denuncia missionária e família por lavagem de dinheiro para o CV

ACESSO A PRESOS E AS FAIXA ROSA

De acordo com os autos, o grupo denominado “Faixa Rosa Evangélicas”, do qual Rhavena fazia parte, mantinha contato com integrantes da facção que estavam presos e também com lideranças que estavam em liberdade.

A investigação aponta que esses contatos permitiam a circulação de informações e o atendimento de solicitações feitas por detentos. Rhavena e a mãe, conforme os investigadores, teriam levado e recebido objetos destinados ao interior das unidades prisionais.

O grupo também é citado na investigação por manter relacionamentos amorosos com presos. Conforme os elementos reunidos no procedimento, havia contatos íntimos entre integrantes do grupo e detentos, o que, segundo a apuração, facilitava a aproximação e o acesso às lideranças criminosas.

Quatro integrantes do grupo, Wiara Lima Cadore, Karolina Lopes Padilha, Jéssi Mariane Araújo dos Anjos e Lais Barbosa Lopes, foram indiciadas por falso testemunho durante as investigações.

Segundo o Ministério Público, a situação das quatro será analisada em procedimentos separados, nos quais poderá ser avaliada a possibilidade de oferecimento de acordo de não persecução penal.

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RELAÇÃO COM LIDERANÇAS

Rhavena mantinha relacionamento com Renildo da Silva Rios, apontado pela investigação como um dos “conselheiros finais” do Comando Vermelho. Conforme os autos, conversas íntimas e presentes teriam sido identificados durante a apuração, incluindo joias, flores, dinheiro e um veículo.

Renildo é apontado como integrante do conselho final da facção e possui 13 condenações, que somam 76 anos e dois meses de prisão.

Rhavena também aparece na investigação como namorada de Jonas Gonçalves, conhecido como “Batman”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho e atualmente foragido no Rio de Janeiro.

No dia em que Batman deixou Mato Grosso com destino ao Rio de Janeiro, Rhavena teria mantido contato com ele. A investigação não conseguiu estabelecer quais orientações foram dadas durante a conversa, mas ela confirmou à mãe que havia falado com o criminoso naquele dia.

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DENÚNCIA RECEBIDA

Na decisão, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra considerou que a denúncia apresentada pelo MPMT atende aos requisitos previstos no Código de Processo Penal e contém elementos suficientes para o início da ação penal, incluindo indícios de autoria e materialidade.

Rhavena, Renildo e Orminda respondem pelos crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas e na Lei de Lavagem de Dinheiro. Já Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi foram denunciados por lavagem de dinheiro.

Com o recebimento da denúncia, os acusados deverão ser citados para apresentar resposta à acusação no prazo de 10 dias. Caso não tenham advogado constituído, será nomeada a Defensoria Pública.

INVESTIGADO MORREU

Nivaldo de Almeida, que também era investigado no caso, não foi denunciado pelo Ministério Público. Segundo os autos, ele morreu em 5 de setembro, em decorrência de complicações relacionadas a um câncer.

O magistrado também autorizou o compartilhamento de elementos da investigação com outros processos que envolvem quatro mulheres investigadas por suposto falso testemunho.

Com informações do Folhamax

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