Uma falsa compra de produtos de uma drogaria, avaliada em R$ 2,8 mil, terminou em assalto a um entregador e ajudou a Polícia Civil a chegar a um homem de 22 anos investigado pelo crime. Ele foi preso preventivamente nesta quinta-feira (17), em Cuiabá, durante a segunda fase da Operação Armadilha, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).
Segundo a investigação, os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens para fazer pedidos de mercadorias e indicar locais para entrega. A estratégia criava a aparência de uma compra legítima, mas servia para levar vendedores e entregadores até pontos escolhidos para os roubos.
No caso investigado, o entregador recebeu a encomenda e foi até o endereço inicialmente informado pelo suposto comprador. No local, porém, percebeu que havia divergências nas informações e entrou em contato com o cliente.
O homem afirmou que estava em um quiosque dentro de um condomínio e encaminhou uma nova localização. Quando chegou ao segundo endereço, o trabalhador encontrou dois homens.
Conforme as investigações, um deles se apresentou como o comprador, sacou um revólver e anunciou o assalto. O entregador foi obrigado a entregar todas as mercadorias, avaliadas em R$ 2,8 mil, e depois recebeu a ordem para deixar o local.
A partir das diligências, a Polícia Civil reuniu elementos que apontaram o envolvimento do homem de 22 anos no crime. A prisão preventiva foi solicitada à Justiça e posteriormente autorizada.
O mandado foi cumprido nesta quinta-feira (17). O investigado foi conduzido para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.
INVESTIGAÇÃO
A Operação Armadilha teve a primeira fase deflagrada em agosto, em Cuiabá, para apurar uma série de roubos contra vendedores e entregadores de produtos anunciados pela internet. De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontaram que o homem preso nesta quinta-feira teria envolvimento em pelo menos cinco roubos praticados com emprego de arma de fogo.
A apuração continua para esclarecer a participação dos envolvidos nos crimes investigados e identificar outras possíveis vítimas.
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