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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026, 18h:00 - A | A

Presidente colombiano vai à Venezuela para discutir assuntos-chave com interina Delcy Rodríguez

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebeu nesta sexta-feira, 24, o presidente colombiano Gustavo Petro no Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas. Esse é o primeiro encontro entre os dois desde que as forças armadas dos EUA prenderam o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa na casa deles em janeiro.

A expectativa era de que os líderes discutissem uma ampla agenda bilateral, incluindo migração, defesa, segurança de fronteiras, cooperação industrial e comércio.

Petro e Rodríguez deveriam ter se reunido no mês passado na fronteira entre os dois países, mas seus respectivos governos cancelaram abruptamente o encontro, alegando "força maior", sem dar explicações, simplesmente informando que a reunião ocorreria em uma data posterior.

Antes da reunião de sexta-feira, Petro anunciou que sua delegação, que incluiu altos funcionários militares e policiais, discutirá a segurança da fronteira com Rodríguez. O foco permanece na região de Catatumbo, onde grupos armados rivais lutam pelo controle territorial, e Petro enfatizou a necessidade de "estreita colaboração em inteligência", alertando que, sem ela, "bombas caem em lugares errados... e acabam matando civis".

As relações entre Colômbia e Venezuela estão tensas há tempos. Petro não reconheceu Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela após as contestadas eleições de julho de 2024, que desencadearam protestos e uma repressão generalizada. Mesmo assim, ele manteve relações diplomáticas com os venezuelanos.

O governo da Colômbia afirmou que o encontro entre Petro e Rodríguez na sexta-feira visa "contribuir para a resolução da crise política da Venezuela". No entanto, não está claro como isso pode ser alcançado.

Ronal Rodríguez Durán, pesquisador do Observatório Venezuelano da Universidade del Rosario, disse que a influência de Petro é limitada em relação a qualquer possível mediação, visto que seu mandato termina em agosto. As futuras relações com a Venezuela provavelmente também serão influenciadas por quem assumir o poder na Colômbia.

*Fonte: Associated Press.

(Com Agência Estado)

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