"Não trabalhamos com e-mails. Trabalhamos com documentos oficiais e posicionamentos do governo dos Estados Unidos", disse Sánchez a jornalistas durante cúpula da União Europeia no Chipre. O premiê reiterou que a posição espanhola é de "absoluta colaboração com os aliados, mas sempre dentro da legalidade internacional".
De acordo com a Reuters, um e-mail interno do Departamento de Defesa dos EUA detalha alternativas para "punir" aliados considerados relutantes em conceder acesso a bases e direitos de sobrevoo para a campanha contra o Irã. A Espanha está entre os países que se recusaram a permitir o uso de seu território ou espaço aéreo por forças americanas envolvidas no conflito. França e Reino Unido também não deram carta branca para o uso de seus territórios.
Em Berlim, uma porta-voz do governo alemão afirmou que a permanência da Espanha na Otan "não está em questão". "A Espanha é membro da Otan. E não vejo razão para que isso mude", disse.
Já o Reino Unido reagiu a relatos de que Washington poderia revisar seu apoio à soberania britânica sobre as Malvinas, chamadas de Falkland Islands pelos britânicos. Em nota citada pelo The Independent, a Downing Street, como é conhecida a sede do governo local, afirmou que "a soberania pertence ao Reino Unido" e que o princípio da autodeterminação "é primordial".
A Otan atua por consenso e seu tratado fundador não prevê mecanismos para suspender ou expulsar membros. Como organização, a aliança não tem papel direto na guerra com o Irã, além da defesa de seu próprio território.
*Com informações da Associated Press
(Com Agência Estado)
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