Segundo Kalil, Lula foi submetido à retirada de uma lesão no couro cabeludo (queratose), intervenção que já estava programada havia cerca de dois meses. O procedimento durou aproximadamente uma hora e ocorreu sem intercorrências. Lula deve deixar o hospital por volta do meio-dia.
"O presidente foi submetido à retirada de uma lesãozinha de pele, algo já previsto. Foi tudo tranquilo", afirmou o médico. Ele ressaltou que a intervenção não tem relação com qualquer queda no banheiro do Palácio do Alvorada.
A orientação médica é de repouso relativo nos próximos dias, com cautela na participação em grandes eventos imediatamente após a cirurgia. Ainda assim, o médico descartou impactos na agenda política. "Ele deve retomar a rotina normal em poucos dias. Isso não vai atrapalhar a campanha", disse.
De acordo com a dermatologista Cristina Abdalla, trata-se de uma lesão comum, associada à exposição solar, classificada como carcinoma basocelular. "É a lesão de pele mais frequente. É localizada, não se espalha, e a conduta é a retirada", explicou. O material foi encaminhado para biópsia, com resultado definitivo previsto para os próximos dias.
Além disso, o presidente passou por uma infiltração na mão para tratar uma inflamação, também sem complicações.
Segundo a médica do presidente, Ana Helena Germoglio, o presidente apresenta bom estado geral e bom humor.
Durante a recuperação, Lula deverá manter cuidados locais, como uso de curativo e proteção contra o sol, incluindo chapéu. A cicatrização completa da área operada deve levar cerca de um mês.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, acompanhou o presidente durante o atendimento. Segundo a equipe médica, Lula já demonstrava disposição para deixar o hospital pouco após o procedimento.
(Com Agência Estado)
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