A agente também está proibida de portar arma de fogo, manter contato com testemunhas e familiares da vítima e deixar a comarca sem autorização judicial. Ela deverá ainda permanecer em recolhimento domiciliar entre 22h e 5h.
As medidas foram determinadas na última quarta-feira, 22, pela Justiça a pedido da Polícia Civil com concordância do Ministério Público de São Paulo que confirmou a decisão. Para o juiz Antônio Carlos Ponte de Souza, 'há elementos suficientes de materialidade e indícios de autoria que justificam as restrições".
Segundo o magistrado, os elementos reunidos até o momento indicam que a conduta da agente "extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força por agente estatal", apontando, em análise preliminar, para "impulsividade, descontrole emocional e desproporcionalidade".
Thawanna foi baleada no tórax durante uma abordagem policial no início de abril, na Rua Edimundo Audran. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Santa Marcelina, mas morreu horas depois em razão de hemorragia interna aguda, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML).
Imagens de câmera corporal do PM Weden Silva, que também participou da ocorrência, mostram o início da discussão entre os agentes, Thawanna e o marido, Luciano Gonçalves dos Santos, após um incidente envolvendo a viatura. Em seguida, há uma escalada nas discussões e a policial efetua o disparo. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
(Com Agência Estado)
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