Mundo Sábado, 21 de Maio de 2011, 10:27 - A | A

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GUERRA SANTA

Palestinos vão pedir reconhecimento de Estado na ONU

Ação na Assembleia Geral em setembro teve desaprovação de presidente dos EUA

Do R7

Saif Dahlah
Homem levanta bandeira palestina enquanto caminha pelas colinas durante protesto Nabka, que relembrou a criação do Estado de Israel, em 1948. Fatah vai pedir reconhecimento da ONU em Assembleia Geral.
Os palestinos buscarão o reconhecimento como Estado-membro da ONU (Organização das Nações Unidas) em setembro deste ano, dado a paralisação do processo de paz com Israel, disse uma autoridade palestina no sábado (21).

Os palestinos buscarão o reconhecimento como Estado-membro da ONU (Organização das Nações Unidas) em setembro deste ano, dado a paralisação do processo de paz com Israel, disse uma autoridade palestina no sábado (21).

 

Nabil Shaath fez um apelo ao presidente norte-americano, Barack Obama, que nesta quinta-feira (19) se mostrou contra os planos de uma ação na Assembleia Geral da ONU.

- Ações simbolicas para isolar Israel na votação da ONU em setembro não vão criar um Estado independente.

Shaath quer que os EUA se junte a outros países que já apoiam a proposta de um Estado palestino formado pela Cisjordânia e por Jerusalém oriental.

Outra autoridade palestina, Nabil Abu Rdainah, afirmou que a iniciativa para obter o status de Estado de forma unilateral poderia ser interrompida se Israel aceitar o pedido para estender a paralização da construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia e se a negociações forem retomadas.

Mas isso parece pouco provável, depois que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, questionou Obama, nesta sexta-feira (20) em Washington, por seu pedido para a criação de um Estado palestino que considere os limites da Cisjordânia antes da guerra de 1967.

Netanyahu destacou que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, precisa escolher entre a unidade com o Hamas e a paz com Israel.

Obama, porém, afirmou ontem que os EUA e Israel têm "diferenças" a respeito do processo de paz com os palestinos, estancado desde o ano passado.

As fronteiras de 1967 referem-se ao traçado existente antes da Guerra dos Seis Dias, na qual Israel anexou ao seu território a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, que pertenciam à Jordânia, além da faixa de Gaza e da Península do Sinai (sob controle do Egito) e das Colinas de Golã (da Síria).

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