O caso ocorre em um contexto de deterioração das relações após o fracasso das negociações nucleares entre Coreia do Norte e Estados Unidos. Nos últimos anos, o líder norte-coreano Kim Jong Un suspendeu a diplomacia significativa com o Sul, passou a tratar Seul como seu inimigo mais hostil e intensificou o programa nuclear, além de se aproximar de Moscou e Pequim, em um cenário que descreve como uma "nova Guerra Fria".
Embora já existam ações individuais contra o governo norte-coreano por abusos de direitos humanos, esta foi a primeira vez que o governo sul-coreano processou Pyongyang. O Ministério da Unificação declarou que respeita a decisão e defendeu a retomada do diálogo intercoreano para que "todas as questões" sejam resolvidas por meio de conversas e cooperação. A mídia estatal norte-coreana não comentou de imediato.
O processo foi aberto em 2023, quando Seul classificou a destruição do prédio - na cidade fronteiriça de Kaesong, do lado norte-coreano - como um ato ilegal e violento, que violou acordos anteriores e abalou "respeito e confiança" mútuos. À época, a Coreia do Sul era governada por um Executivo conservador que adotou postura mais dura contra o avanço nuclear e de mísseis do Norte e contra o apoio militar de Pyongyang à guerra da Rússia na Ucrânia, reforçando a cooperação de segurança com EUA e Japão.
O governo sul-coreano adotou um tom mais conciliador com o atual presidente liberal Lee Jae Myung, que assumiu no ano passado após a destituição do antecessor Yoon Suk Yeol, em meio à crise gerada por uma breve imposição de lei marcial em dezembro de 2024. Até agora, porém, a Coreia do Norte ignorou apelos de Lee por negociações.
Em junho de 2020, Pyongyang detonou o escritório após acusar Seul de não impedir que desertores enviassem panfletos anti-regime por balões. O prédio estava vazio, pois havia sido fechado no início daquele ano durante o fechamento de fronteiras por causa da covid-19.
No mesmo dia, o tribunal também condenou três pessoas a penas de prisão suspensas por voos de drones em direção à Coreia do Norte entre setembro do ano passado e janeiro, por violarem leis de segurança aérea. As ações haviam provocado reação de Pyongyang, que denunciou "violação de soberania" e ameaçou retaliação. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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