Um repórter da emissora afirmou via Telegram que "a única autoridade legal" na região é a República Islâmica do Irã e a Marinha da Guarda Revolucionária.
Segundo o relato, a força naval notificou, por volta das 21h30 (de Brasília) de ontem, madrugada de sexta-feira no horário local no Irã, embarcações que operam no Golfo Pérsico e no Mar de Omã de que qualquer rota estabelecida sem coordenação com o Irã para cruzar o estreito é "ilegal, inaceitável e extremamente perigosa".
A IRGC também declarou que apenas o corredor marítimo previamente definido por Teerã pode ser utilizado para a travessia e que os navios devem coordenar a passagem por um canal do rádio marítimo já determinado.
Ainda de acordo com a televisão estatal, embarcações que desrespeitarem a determinação poderão perder a cobertura de seguros, enquanto proprietários, operadores e comandantes serão responsabilizados pelas consequências de uma travessia considerada irregular.
As declarações ampliam a pressão do governo iraniano contra uma rota alternativa apoiada pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) para permitir a saída de navios retidos no Golfo Pérsico após o conflito entre Estados Unidos e Irã. Mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, advertiu que rotas criadas sem o aval de Teerã poderão ser "suspensas".
(Com Agência Estado)
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