Em publicação no X, o diplomata declarou que "a passagem segura pelo Estreito de Ormuz não pode ser garantida por meio de arranjos obscuros, rotas paralelas ou decisões tomadas à margem das considerações do Irã, na condição de Estado costeiro". Segundo ele, "qualquer estrutura confiável deve estar baseada na coordenação com o Irã e nas disposições da cláusula cinco do Memorando de Entendimento de Islamabad". "Caso contrário, o resultado será a suspensão da rota paralela designada", acrescentou.
A manifestação ocorre em meio ao impasse sobre uma rota de navegação apoiada pela Organização Marítima Internacional (IMO), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), criada para permitir a saída de embarcações retidas no Golfo Pérsico após a guerra entre Estados Unidos e Irã.
Na quinta-feira, a IMO suspendeu temporariamente o plano depois que um navio mercante foi atingido por um projétil próximo à costa de Omã, em incidente que autoridades americanas atribuíram a um drone iraniano.
Também na quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) declarou que a nova rota foi estabelecida sem coordenação com Teerã e afirmou que apenas o corredor marítimo designado pela República Islâmica está autorizado para a travessia do estreito. O governo iraniano já havia advertido que embarcações que utilizarem rotas alternativas não terão garantia de passagem segura.
(Com Agência Estado)
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