Ontem, autoridades iranianas haviam afirmado que Araghchi planejava se encontrar com os dois americanos, mas a imprensa oficial e o porta-voz da chancelaria, Esmail Baqaei, negaram. Nas redes sociais, Baqaei afirmou que "nenhum encontro está previsto entre representantes de Irã e EUA".
"As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão", disse o porta-voz. O governo paquistanês, como mediador do diálogo, se reuniria em seguida com Kushner e Witkoff. Duas fontes do regime iraniano, citadas pelo portal americano Axios, disseram que o encontro entre os enviados de Trump e Araghchi, se houver, pode ocorrer na segunda-feira.
A previsão é que o chanceler iraniano viaje de Islamabad para Muscat, em Omã, e depois para Moscou. Araghchi se reuniu ontem com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, com o ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, e com o marechal Asim Munir, comandante do exército do Paquistão.
Segundo dois funcionários do alto escalão do governo iraniano, que falaram sob condição de anonimato ao New York Times, Araghchi deve apresentar uma resposta por escrito à proposta dos EUA para um acordo.
Cautela
Publicamente, a Casa Branca não escondeu o otimismo com a retomada do diálogo em Islamabad. "Os iranianos querem negociar. Steve e Jared vão ao Paquistão para ouvi-los", disse Karoline Leavitt, secretária de imprensa de Trump. "Esperamos que haja progresso. O presidente (Trump), o vice-presidente (J.D. Vance) e o secretário de Estado (Marco Rubio) estarão aguardando atualizações aqui nos EUA."
Em privado, no entanto, a posição do governo americano é de cautela. O fato de Vance, vice de Trump, que liderou a equipe dos EUA na primeira rodada de negociação, em meados de abril, não ter viajado mostra que a missão de Kushner e Witkoff é mais prospectiva.
Divergências
A notícia de uma nova reunião no Paquistão veio depois que o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio naval dos EUA a navios e portos iranianos continuaria "pelo tempo que for necessário", para que o Irã aceitasse um acordo. Os iranianos, no entanto, condicionaram a retomada das negociações ao levantamento do cerco.
Muitos pontos de atrito ainda persistem entre os dois lados, principalmente o controle do Estreito de Ormuz e o futuro do estoque de urânio enriquecido iraniano. Outra questão sem solução é a exigência americana de que o regime abandone suas milícias aliadas no exterior: Hezbollah (Líbano), houthis (Iêmen), Hamas (Faixa de Gaza) e os grupos armados xiitas no Iraque. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(Com Agência Estado)
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