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DO IRÃ À CUIABÁ

Guerra no Oriente Médio aumenta preço da compra de mercado do cuiabano; entenda os impactos

A alta no diesel e escassez de caminhões refletiu no preço dos alimentos, entenda

ANNA GIULLIA MAGRO
DA REDAÇÃO

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) na terça-feira (21) verificou que o preço do diesel atingiu o maior patamar dos últimos quatro anos em março. O diesel é o principal combustível utilizado no abastecimento de caminhões no Brasil e as variações de preço dele refletem diretamente no preço dos alimentos. Em março, houve elevação custo da cesta básica em Cuiabá, que ficou no top três das mais cara do país.

Reprodução

A Guerra no oriente médio aumentou o preço da compra de mercado do cuiabano

 

Vale relembrar uma foto que circulou nas redes sociais no mês passado: um posto de combustível com o Diesel S10, usado para abastecer caminhões, custando R$ 9,39. O registro teria sido de uma rede de postos de combustível localizada em cidades como Alta Floresta e Terra Nova do Norte. Em Colniza, consumidores também relatam preço próximo de R$ 10 por litro. 

Foi apenas na semana passada que o valor do combustível registrou queda. Os números da Petrobrás referentes a este período (12/04/2026 a 18/04/2026) verificaram que o preço médio do diesel no estado chegou a R$7,55, pouco maior do que o preço médio do país de R$ 7,49.

Segundo o diretor adjunto da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso, Guilherme Jacob Miqueleto, a alta do diesel tem raízes que ultrapassam as fronteiras brasileiras: conflitos geopolíticos internacionais, variações no mercado de petróleo e oscilações cambiais afetam diretamente o preço dos combustíveis no país. Isso significa que o problema não é conjuntural e local — ele é, em parte, estrutural e global.

Portanto, a compra de mercado do cuiabano ficou mais cara por causa da guerra no Oriente Médio, mais especificamente o conflito no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais vitais do comércio global. A tensão elevou o preço internacional do petróleo, o que fez o diesel saltar de preço em Mato Grosso. 

O custo do transporte rodoviário e de fertilizantes também subiu em março, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR), divulgado pela Edenred Repom.

A combinação de fatores provocou uma alta no custo de produção da safra 26/27 e, consequentemente, nos produtos da cesta básica no estado. Guilherme explicaou que alta do diesel combinada com escassez de caminhões é precisamente um choque de oferta duplo: ao mesmo tempo em que o insumo (combustível) ficou mais caro, a capacidade de transporte disponível diminuiu. Menos caminhões disponíveis aumentam o poder de barganha dos transportadores, que passam a cobrar mais pelo serviço. A escassez de veículos, por sua vez, pode ter origens diversas.

O professor explicou que o processo de aumento de preços é uma reação em cadeia, um fenômeno que a ciência chama de “composição de custos”, o preço dos alimentos engloba tudo:

“Mato Grosso é um estado geograficamente interior, sem acesso a portos e com infraestrutura rodoviária deficiente em muitos trechos. Isso significa que o frete não é apenas um detalhe operacional: ele é um componente estrutural do preço final dos alimentos para o estado. Quando o custo do diesel sobe, o frete sobe  e quando o frete sobe, o preço de praticamente tudo que circula por caminhão sobe junto.”

Março foi o mês mais crítico em relação ao preço da comida na capital do estado. Mato Grosso ocupou o terceiro lugar no ranking de capitais com as cestas básicas mais caras do país. A alta também é preocupante não apenas pelo valor, mas pela falta de opções: 11 dos 13 produtos subiram ao mesmo tempo, fazendo com que o consumidor perdesse a opção de trocar um item caro por um mais barato.

LEIA MAIS: Cuiabá tem terceira cesta básica mais cara do Brasil, atrás de SP e RJ

A tendência do preço da comida continua sendo de alta, os preços assustam a população no estado do agronegócio: o custo da cesta básica em Cuiabá atingiu um novo recorde histórico na quarta semana de abril, chegando ao valor médio de R$ 874,47, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) publicado nesta quinta-feira (23).

LEIA MAIS: Nova alta de alimentos põe Cuiabá entre cestas básicas mais caras do país

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