Ao longo da campanha, Seguro apresentou-se como moderado disposto a cooperar com o governo minoritário de centro-direita, apartando-se das bandeiras antiestablishment e anti-imigração de seu adversário. Recebeu, assim, o apoio de lideranças tradicionais de esquerda e de direita interessadas em conter a maré populista que vem se espalhando pela Europa.
Embora o cargo de presidente seja majoritariamente simbólico em Portugal, o chefe de Estado dispõe de instrumentos relevantes, como o veto a leis aprovadas pelo Parlamento, suscetível de reversão, e o poder de dissolver a Câmara e convocar eleições antecipadas, apelidado de "bomba atômica". A estabilidade política é uma preocupação central: em maio, o país realizou sua terceira eleição geral em três anos, cenário que configurou o pior ciclo de instabilidade em décadas.
Seguro assumirá em março, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de centro-direita impedido de concorrer por ter completado o limite constitucional de dois mandatos.
A simples presença no segundo turno já representou um marco para o Chega, que tenta "recalibrar" o tabuleiro político português. Na reta final, Ventura atacou o que chama de "imigração excessiva", num momento em que trabalhadores estrangeiros se tornam mais visíveis no país. Outdoors com frases como "Isto não é Bangladesh" e "Imigrantes não deveriam ter permissão para viver de auxílio social" pontuaram as estradas, reforçando o slogan "Portugal é nosso".
Após o resultado, Ventura prometeu seguir trabalhando por uma "transformação" nacional e disse ter mostrado "que existe um caminho diferente" e que o país "precisava de um tipo diferente de presidente".
Com informações da Associated Press
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.




