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Justiça Segunda-feira, 25 de Julho de 2016, 08:52 - A | A

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Segunda-feira, 25 de Julho de 2016, 08h:52 - A | A

GESTÃO DE ANIMAIS

Zoologico da UFMT é pauta de discussão entre MPE e MPF

REDAÇÃO

Sem um local apropriado para recebê-los, animais silvestres vítimas de atropelamento ou de qualquer outro tipo de violência em Mato Grosso contam apenas com os hospitais veterinários da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de Cuiabá (Unic) para atendimento. Na semana passda, por exemplo, veterinários da UFMT tiveram que atender dois tamanduás, um deles vítima de atropelamento e o outro de golpes de foice. Apenas um sobreviveu, mas encontra-se em estado grave. 

 

Reprodução

Tamanduá

 

Segundo a coordenadora do Zoológico da UFMT, Sandra Helena Ramiro Corrêa, o ideal  seria que esses animais tivessem sido encaminhados diretamente para um centro de triagem, mas em Mato Grosso não existe unidade de atendimento. O  problema, inclusive, já foi objeto de ação civil pública e será tema de uma reunião de trabalho que ocorrerá no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, no próximo dia 05.

 

“Por conta da inexistência de um centro de triagem, os hospitais veterinários estão tendo que dar esse suporte, mas a demanda é grande. Termos de parcerias estão sendo firmados com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Ibama para contratação da prestação de serviços, alimentação e medicação, mas o interessante é que os Poderes e  sociedade se mobilizem para efetivação do centro de triagem”, destacou a coordenadora.

 

De acordo com o titular da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, a gestão de animais silvestres em Mato Grosso é um problema recorrente e precisa de soluções imediatas. “O Ministério Público está fomentando essa discussão e convidando os especialistas e autoridades com direta responsabilidade para que  exponham juntos problemas e alinhem soluções viáveis para a defesa da fauna silvestre regional e a repressão ao criminoso tráfico em Mato Grosso, hoje documentadamente moeda forte de troca da droga, especialmente o craque”, ressaltou o procurador de Justiça.

 

Segundo ele, a primeira reunião de trabalho sobre o assunto está sendo realizada em parceria com o Ministério Público Federal. Foram convidados para a discussão representantes de várias instituições, entre elas, Judiciário, Ibama, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Polícias Civil, Federal e Militar, Corpo de Bombeiros e Conselho Regional de Medicina Veterinária.

 

Além da gestão de animais silvestres, a pauta da reunião também inclui discussões sobre a atual situação do zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso. O local foi embargado pelo Ibama em  2009 e, desde então, está proibido de receber novos animais.  Atualmente, o zoológico conta com 900 espécies, entre aves, répteis e mamíferos.

 

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