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Justiça Domingo, 26 de Julho de 2026, 08:16 - A | A

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Domingo, 26 de Julho de 2026, 08h:16 - A | A

ALEGOU INVASÃO

TJ mantém ordem para Globo derrubar vídeo de padre flagrado com mulher em casa paroquial

A restrição mantida pela Corte recai sobre a reprodução das imagens e vídeos íntimos questionados na ação

DA REDAÇÃO

REPRODUÇÃO/ Canaã Mil Grau

MONTAGEM PADRE LUCIANO.JPG

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a ordem que obriga a Globo a retirar do ar vídeos e imagens íntimas do padre Luciano Braga Simplício, flagrado com uma mulher dentro da casa paroquial em Nova Maringá (380 km de Cuiabá). O episódio viralizou nas redes sociais em outubro de 2025.

As imagens mostram familiares da mulher chegando à residência e arrombando a porta de um banheiro onde ela estaria escondida. Na ocasião, o padre negou ter mantido relação com a mulher e classificou o episódio como um “mal-entendido”.

Após a repercussão, o sacerdote acionou a Justiça alegando violação à intimidade e à imagem. Além da Globo, outros veículos de comunicação, plataformas digitais e pessoas envolvidas na gravação e divulgação do material foram incluídos na ação.

A Globo recorreu ao TJMT alegando que as reportagens estavam amparadas pela liberdade de imprensa e tratavam de fatos de interesse público. A empresa também informou que já havia retirado do ar as URLs indicadas pela Justiça.

Ao julgar o recurso, porém, a Primeira Câmara de Direito Privado manteve a remoção dos links específicos. Para o relator, desembargador Ricardo Gomes de Almeida, o fato de as imagens terem sido supostamente obtidas durante uma invasão de domicílio faz prevalecer, neste momento do processo, a proteção à intimidade e à imagem.

“A imprensa, ao reproduzir tal material, ainda que não tenha participado do ato ilícito original, não pode se escudar na liberdade de expressão para perpetuar a violação”, afirmou o relator.

O TJMT ressaltou que a Globo e os demais veículos podem continuar noticiando o caso e seus desdobramentos. A restrição mantida pela Corte recai sobre a reprodução das imagens e vídeos íntimos questionados na ação.

O julgamento ocorreu em 14 de julho e foi unânime. A ação principal continua em tramitação e ainda deverá definir eventual responsabilidade civil dos envolvidos.

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