"Ainda estamos muito no começo do processo de crescimento dos ETFs. A experiência que o investidor tem no Brasil ainda não é a ideal. Os ETFs são encarados como um produto de renda variável, é a experiência de investir em renda variável. E o ETF é um produto de alocação, talvez o melhor possível para a carteira de um investidor pessoa física, mas a experiência que o investidor encontra não é essa", afirmou Bousquet, durante painel na Expert XP, em evento na última semana em São Paulo.
Segundo o executivo, para que o ETF seja um produto de ampla alocação, a grade tem que ser completa - e isso implica em se voltar à classe de investimentos predominante entre os brasileiros, a renda fixa. "Estamos criando mais ETFs na XP Asset. Temos 22 atualmente e devemos lançar mais dois ou três nos próximos meses. Boa parte dos novos ETFs lançados foram de renda fixa", diz Bousquet, mencionando que mais de 60% do crescimento de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês) de ETFs veio da renda fixa. "É um dever de casa melhorar a experiência dos clientes, mas já demos o primeiro passo."
Bruno Barino, CEO da BlackRock Brasil, afirma que há outros fatores que têm apoiado o "crescimento exponencial" dos ETFs, como a adoção de modelos de carteiras de ETFs no wealth management e aumento da remuneração por taxa fixa (fee based), mas ele também destaca o cenário atual de transformações no mundo.
"Estamos vivendo uma transformação profunda em tudo, e o ETF virou o veículo de escolha, que conecta a oferta de capital com a demanda de capital. Depois que você discute uma tese, tem a pergunta 'how do you ETF it?' (como você transforma isso em ETF). Isso é muito poderoso", afirma.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








