Justiça Terça-feira, 29 de Novembro de 2011, 15:55 - A | A

Terça-feira, 29 de Novembro de 2011, 15h:55 - A | A

JULGAMENTO

Testemunha diz que recebeu proposta de R$ 1 milhão para livrar Josino

Joamildo, irmão de Beatriz Árias, confirma oferta milionária para convencer a ex-escrevente em não citar o nome do empresário no depoimento ao Tribunal do Júri

HÉRICA TEIXEIRA

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

José Nunes da Cunha, um dos 3 advogados de Josino Guimarães, disse que tem uma "surpresa" para o Tribunal do Júri

 

Joamildo Barbosa, uma das testemunhas arroladas contra Josino Guimarães, informou que recebeu proposta de R$ 1 milhão para convencer a sua irmã, a ex-escrevente Beatriz Árias, a não citar o nome do empresário no depoimento ao Tribunal de Júri. Essa oferta teria sido feita há quatro meses. Em 2002, lembra Joamildo, ele também foi abordado para proceder em favor de Josino, que está sendo julgado por supostamente mandar matar o juiz Leopoldino Marques do Amaral.

Segundo Joamildo, em 2000 ele foi procurado pelo delegado João Bosco de Barros para tentar convencer a irmã em não falar a respeito de Josino, dessa vez em depoimento que seria feito naquele mesmo ano à Polícia Federal. Joamildo chegou a ser preso logo após a execução do magistrado, mas foi liberado sem ter contra ele acusação formal de participação no crime.

”João Bosco me procurou e me ofereceu os 500 mil reais. Eu recebi seis mil enquanto pensava, mas minha irmã (Beatriz Árias) me orientou a não pegar”, disse Joamildo.

SURPRESA

Um dos advogados contratados pelo empresário Josino Guimarães, Paulo Cunha, logo depois de o juiz Rafael Vasconcelos Porto suspender a sessão para almoço, disse que “todos (presentes no Tribunal do Júri) iriam se surpreender” com uma revelação que ele faria.

Cunha, no entanto, não quis dizer qual seria essa revelação, mas adiantou que isso constava no processo. O advogado também criticou o fato de a sociedade, por meio da Justiça, acusar o empresário de um crime que não cometeu.

“Ora, em Mato Grosso todo mundo sabia quem era o pistoleiro ‘oficial’ do crime organizado e ninguém nunca fez nada. Inclusive ele trabalhava com máquina caça-niquéis”, disse ele se referindo ao sargento José Jesus de Freitas, morto em uma emboscada em abril de 2002, em Cuiabá.

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