O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou a realização de uma inspeção técnica na MT-170 após reunião com vereadores e lideranças políticas da Região Noroeste do estado, nesta segunda-feira (25). O encontro discutiu as condições da rodovia, que, segundo os representantes municipais, apresenta deterioração em diversos trechos menos de um ano após a conclusão das obras de pavimentação.
Durante a reunião, também foi anunciada a convocação das empresas responsáveis pela execução e fiscalização da obra. Devem ser chamadas as construtoras MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat, além da Consol, contratada para acompanhar os serviços executados na rodovia.
Segundo Sérgio Ricardo, o Tribunal irá abrir uma auditoria específica para apurar a execução da obra, os custos necessários para recuperação da via e eventuais responsabilidades técnicas e administrativas.
“Vamos fazer uma auditoria específica para saber o que foi feito e o que vai se gastar para refazer essa rodovia”, afirmou o presidente do TCE-MT.
O encontro reuniu representantes de Aripuanã, Castanheira, Cotriguaçu, Colniza, Juína e Juruena. Entre os principais problemas apontados estão falhas na pavimentação, desgaste precoce do asfalto e dificuldades de trafegabilidade, impactando diretamente o transporte de pacientes, o escoamento da produção e a rotina da população da região.
A rodovia MT-170, antigo trecho da BR-174 entre Castanheira, Juruena e Colniza, foi estadualizada em 2022 com o objetivo de acelerar a pavimentação de mais de 270 quilômetros.
O vereador Oseia Pereira Guedes, de Colniza, afirmou que a situação da estrada tem provocado riscos constantes aos motoristas e moradores da região.
“Já estão acontecendo acidentes e fatalidades naquela região. O que buscamos é uma pavimentação de qualidade para atender a população”, declarou.
Representantes de Cotriguaçu também relataram impactos no transporte de pacientes até Juína, município polo da região, além do aumento dos custos logísticos enfrentados pelos moradores e produtores locais.
A ex-secretária adjunta de Obras Rodoviárias da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Nívia Calzolari, afirmou que apontou problemas técnicos durante a execução da obra em relatórios elaborados ainda na fase de pavimentação. Segundo ela, foram identificadas inconsistências relacionadas aos materiais utilizados e ao dimensionamento do projeto.
O senador Wellington Fagundes defendeu a apuração técnica sobre a execução da rodovia e afirmou que o Tribunal deverá analisar documentos e realizar inspeções presenciais para identificar responsabilidades.
Já o deputado federal Emanuelzinho afirmou que a bancada federal poderá auxiliar em eventual processo de recuperação da via, caso haja necessidade de apoio financeiro complementar.
Representantes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) também participaram da reunião e manifestaram apoio às investigações conduzidas pelo TCE-MT.
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