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Justiça Segunda-feira, 04 de Março de 2024, 15:12 - A | A

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Segunda-feira, 04 de Março de 2024, 15h:12 - A | A

AFASTADO PELA 2ª VEZ

Prefeito é apontado como "líder" de organização criminosa que "colapsou" Saúde

De acordo com o MP, as acusações advêm de trabalho investigativo que levou em consideração a prática de condutas similares identificadas ao longo de, pelo menos, 11 operações e inquéritos que dão conta de irregularidades na Saúde

RAYNNA NICOLAS
Da Redação

Reprodução

ORGANOGRAMA MP

Representação do Ministério Público que deu origem ao novo afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), elenca o prefeito como o chefe de uma organização criminosa voltada à 'sangria' dos cofres públicos por meio de desvios na Saúde do município. Além de Pinheiro, foram citados como membros da referida organização Gilmar de Souza Cardoso, ex-secretário-adjunto de Gestão na Saúde de Cuiabá, tido como articulador operacional e os articuladores empresariais Célio Rodrigues e Milton Correa da Costa Neto, também ex-secretários da Pasta. 

De acordo com o MP, as acusações advêm de trabalho investigativo que levou em consideração a prática de condutas similares identificadas ao longo de, pelo menos, 11 operações e inquéritos que dão conta de irregularidades na Saúde da Capital desde 2018, incluindo a Operação Sangria, Smartdog e Overpay. Relatório foi apresentado no dia 15 de fevereiro de 2024.

LEIA MAIS: Justiça afasta Emanuel Pinheiro da prefeitura de Cuiabá pela segunda vez

Segundo o MP, a gestão implementada por Emanuel Pinheiro "colapsou a saúde pública, ao ponto do atendimento à população chegar a níveis crônicos, com absoluta falta de médicos, medicamentos e todo tipo de materiais básicos necessários ao atendimento, o que levou à morte de inúmeros usuários do sistema municipal de saúde, além de ter deixado um rombo ionário correspondente a mais de 350 milhões de reais de débitos com fornecedores e com o não colhimento de impostos descontados dos servidores públicos, inclusive com a provável prática de ime de apropriação indébita previdenciária". 

Documento também menciona a relutância do prefeito em cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela intervenção do Estado na gestão da Secretaria Municipal de Saúde junto ao Ministério Público. De acordo com o órgão ministerial, decreto de estado de calamidade editado por Pinheiro seria uma 'manobra' para voltar a drenar os cofres públicos.

Inicialmente, Emanuel cumprirá afastameno de seis meses. Caso não haja flexibilização da medida, o chefe do Executivo só retornará ao cargo em setembro, às vésperas das eleições. Até lá, conforme decisão do desembargador Luiz Ferreira, o vice-prefeito José Roberto Stopa (PV) deve assumir o Alencastro.

O prefeito de Cuiabá informou, via assessoria de imprensa, que ainda não foi notificado da decisão.

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