A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória ao ex-secretário municipal de Saúde de Curvelândia e vereador Roberto Serenini (PL). A decisão, proferida pelo juiz Anderson Fernandes Vieira, da 3ª Vara de Mirassol D’Oeste, ocorreu na terça-feira (27) e substitui a prisão preventiva por medidas cautelares.
Serenini foi detido em setembro de 2025, após investigações que apontaram seu suposto envolvimento no transporte de aproximadamente 52 quilogramas de cocaína. A droga foi localizada no bagageiro de um micro-ônibus oficial da Secretaria de Saúde do município, em uma abordagem policial realizada em agosto do mesmo ano na região do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande.
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Conforme os autos, o veículo era utilizado para levar pacientes a tratamentos médicos em Cuiabá. A investigação, iniciada a partir de denúncias, apurou que Serenini manteve comunicação com o motorista do coletivo antes da viagem e determinou a substituição do automóvel que seria usado no translado. Indícios coletados pela autoridade policial também sugeriam que imagens do sistema de segurança do local onde o micro-ônibus era guardado poderiam ter sido excluídas.
Em sua fundamentação, o magistrado atendeu a um pedido do Ministério Público, que avaliou não mais estarem presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva. Entre as condições impostas ao parlamentar para responder ao processo em liberdade estão a proibição de se ausentar da comarca por períodos superiores a sete dias sem autorização judicial e a restrição de acesso a veículos e sistemas da pasta municipal de Saúde.
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A defesa do vereador sustentou, durante o processo, que as provas apresentadas não eram suficientes para vinculá-lo diretamente ao entorpecente apreendido, destacando falhas na segurança do pátio onde o ônibus ficava estacionado. O advogado Roger Fernandes argumentou que o simples fato de seu cliente ocupar o cargo de secretário não o tornava automaticamente responsável pelo ilícito.
Após a prisão, Serenini foi exonerado do cargo no Executivo municipal pelo prefeito Jadilson Souza. Com a nova decisão judicial, ele deve retomar suas atividades no Legislativo municipal, onde exerce mandato. O caso continua em tramitação sob segredo de Justiça, aguardando a conclusão de perícias técnicas.
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