Em carta dirigida ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Skaf diz que as decisões do Banco Central são norteadas por "rigor técnico", mas que o Brasil "atingiu um limite exaustivo", com inflação próxima a 5% ao ano, mas juros reais que rondam os 10%.
"Empresas sólidas sofrem desvalorização, a inadimplência cresce em níveis alarmantes e o incentivo ao investimento torna-se inexistente. Por que empreender, inovar ou expandir operações se o capital é mais bem remunerado na inércia da renda fixa?", disse Skaf.
Ele acrescentou que está "cada vez mais difícil encontrar motivos para o adiamento de um ciclo de afrouxamento monetário, cujas condições já parecem consolidadas". O Copom sinalizou no comunicado de hoje que deve começar um ciclo de corte da Selic na próxima reunião do colegiado, em março.
"Nossa inflação não é fruto de excesso de consumo. Ao contrário, o que assistimos é uma punição ao setor produtivo. Com o custo de capital mais alto do mundo, o ajuste fiscal corre o risco de tornar-se uma ficção contábil, enquanto o crescimento real e a geração de empregos são sacrificados", acrescentou.
(Com Agência Estado)
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