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Justiça Terça-feira, 19 de Março de 2024, 16:29 - A | A

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Terça-feira, 19 de Março de 2024, 16h:29 - A | A

FICOU PARA AGOSTO

Juiz remarca novamente audiência de instrução da tenente Ledur em caso de tortura de soldado

Militar é acusada de cometer maus-tratos contra um aluno Maurício Júnior dos Santos, do 15º Curso de Formação de Soldados do Corpo de Bombeiros que aconteceu em 2015

VANESSA ARAUJO
Da Redação

A audiência de instrução da tenente do Corpos de Bombeiros (CBM) Izadora Ledur de Souza, acusada de torturar o aluno Mauricio Júnior dos Santos durante treinamentos do CBM na Lagoa Trevisan, agendada para esta terça-feira (19), foi remarcada pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada em Justiça Militar. A sessão será em 5 de agosto de 2024, às 14h30.

LEIA MAIS: Juiz marca pela terceira vez audiência em que tenente será interrogada sobre tortura

A justificativa do juiz para a alteração da data foi uma portaria determinada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para que ele atue tanto na 11ª Vara Criminal quanto na 4ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá. Com isso, houve a necessidade do remanejamento da pauta.

“Tendo em vista a Portaria TJMT/PRES nº 261, de 29 de fevereiro de 2024, que designou este Magistrado, titular da 11ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, para, cumulativamente, jurisdicionar na 4ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, a partir do dia 4 de março de 2024 e considerando a necessidade de readequação de pauta, REDESIGNO a Sessão de Instrução para o dia 05 de agosto de 2024 às 14h30min”, diz o documento.

Essa não é a primeira vez que a audiência de instrução do caso é remarcada. Em uma outra oportunidade, a militar alegou que estava grávida e com quadro de ansiedade e depressão. 

LEIA MAIS: Grávida, Ledur apresenta atestado por ansiedade e depressão e "escapa" de audiência sobre tortura

OUTRO CASO

Izadora Ledur foi condenada por maus-tratos no caso do soldado Rodrigo Claro, que foi morto num treinamento do Corpo de Bombeiros sob sua orientação. Ela também é acusada de torturar Maurício Júnior dos Santos durante as aulas de salvamento aquático do 15º Curso de Formação de Soldados da corporação em 2015, também na Lagoa Trevisan. Maurício, no entanto, sobreviveu.

A tenente-coronel, na qualidade de instrutora da disciplina, teria submetido Maurício Júnior dos Santos a intenso sofrimento físico e mental, como forma de lhe aplicar castigo pessoal, por conta de um suposto mau desempenho nas atividades aquáticas.

No meio do caminho, Ledur teria ordenado que os alunos do 4º Pelotão seguissem e deixassem Maurício, que estava sentindo câimbras, para trás. Em seguida, teria torturado fisicamente e psicologicamente a vítima, proferindo palavras ofensivas e o submetendo a sessões de afogamento.

Quanto ao caso de Rodrigo Claro, a tenente, embora condenada por maus-tratos, não cumpriu a pena de um ano de prisão porque foi reconhecida a extinção da punibilidade no caso. 

Na atualidade, a corporação enfrenta o desgaste de mais uma morte nos treinamentos aquáticos, agora do aluno bombeiro Lucas Veloso Peres, aos 27 anos, que ocorreu em fevereiro, também na Lagoa Trevisan. Um inquérito militar apura, na Corregedoria do CBM, a responsabilidade pela morte do jovem, tendo em vista que prints de conversas de WhatsApp dão conta de 'caldos' cometidos contra o jovem.

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