O deputado estadual Faissal Calil (PL) foi apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do desembargador afastado Dirceu dos Santos em um suposto esquema de venda de sentenças, corrupção e lavagem de dinheiro investigado pela Operação Gemini. Segundo a PF, o parlamentar atuava como "braço operacional" do magistrado, sendo responsável por receber vantagens indevidas, movimentar recursos e ocultar patrimônio para dar aparência de legalidade às operações.
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A apuração aponta que Faissal e um advogado de confiança de Dirceu dos Santos, o Bruno Castro, atuavam como intermediários em transações financeiras, quitação de dívidas familiares e negociações imobiliárias realizadas por meio de terceiros, apontados como laranjas.
Segundo a PF, o aprofundamento das apurações revelou mais de R$ 3,2 milhões em depósitos e saques em espécie, além de repasses considerados sem justificativa comercial feitos por empresas do agronegócio que possuíam processos em tramitação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
A Polícia Federal sustenta que o parlamentar exercia papel fundamental na engrenagem financeira do esquema. No relatório, os investigadores afirmam que, enquanto o desembargador atuava formalmente no exercício da jurisdição, Faissal operava nos bastidores para captar recursos, ocultar bens e dissimular ativos supostamente obtidos de forma ilícita.
A Operação Gemini é um desdobramento da Operação Sisamnes, que investiga a suposta comercialização de decisões judiciais no Judiciário mato-grossense. O nome da ação faz referência à relação de atuação conjunta identificada pela PF entre os principais investigados.
Durante o cumprimento dos mandados de busca, agentes federais apreenderam armas, munições e itens de luxo em endereços ligados aos alvos da investigação, incluindo imóveis vinculados ao deputado estadual.
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