Segundo a entidade, o mercado de trabalho aquecido, com redução na taxa de desemprego e avanço na renda, é "o motor que sustenta as vendas".
"É esse dinheiro novo na mão da população que está causando a alta do consumo em um cenário de aperto monetário. Essa força dos salários é fundamental para compensar o cenário severo do crédito", explicou a CNC, em nota.
O segmento de vestuário, calçados e acessórios mantém a liderança no faturamento, concentrando R$ 1,116 bilhão do total estimado, porém, deve registrar retração de 1,4% nas vendas em relação a 2025. São esperados aumentos ante o ano passado no volume vendido pelas lojas de farmácias, perfumarias e cosméticos (alta de 8,2%, com movimentação de R$ 875 milhões) e pelas lojas de artigos de uso pessoal e doméstico, impulsionadas por eletroeletrônicos (aumento de 4,3%, somando R$ 346 milhões).
O avanço nas vendas é esperado a despeito do aumento de preços verificados nos principais presentes. A cesta típica de bens e serviços mais consumidos na data teve uma alta média de 5,8% em relação a 2025.
As elevações de preços mais expressivas em um ano foram registradas nos itens chocolates (+22,7%) e joias e bijuterias (+20%).
"Dessa vez, a explicação para esses saltos vai além da sazonalidade e reflete crises estruturais no mercado internacional de commodities", justificou a CNC.
No caso do chocolate, a CNC menciona um choque na oferta de insumos que afetaram as safras de cacau na África Ocidental e no sul da Bahia. No caso das joias, o encarecimento é explicado pela valorização histórica do ouro.
(Com Agência Estado)
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