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Polícia Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 15:10 - A | A

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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 15h:10 - A | A

FEMINICÍDIO EM VG

Mulher carbonizada em VG foi morta com pia de concreto e suspeito trocou de roupa antes de atear fogo

Suspeito ficou três horas com o corpo, trocou de roupa e buscou gasolina em posto antes de atear fogo

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

A Delegada Jéssica Assis, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que Josivany Borges de Amorim Rodrigues, 45 anos, encontrada carbonizada em Várzea Grande na última segunda-feira (1º), morreu em decorrência de um traumatismo craniano causado por uma pia de concreto. A informação corrige a hipótese inicial de que a vítima teria sido morta a facadas.

De acordo com a delegada, o objeto foi encontrado ao lado do corpo e é tratado como a principal arma do crime. As facadas identificadas nos primeiros exames não foram a causa da morte.

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O suspeito permaneceu com o corpo por aproximadamente três horas dentro do terreno baldio no bairro Centro Sul. Depois, saiu do local, trocou de roupa e de chinelo e seguiu para um posto de combustível, onde convenceu um terceiro a pagar R$ 5 por um galão de gasolina.

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A polícia já identificou o posto e localizou o chinelo utilizado pelo criminoso no momento em que retornou para atear fogo na vítima. Imagens de câmeras de segurança mostraram o rosto do suspeito com mais nitidez, mas ele ainda não foi identificado oficialmente.

A residência de Josivany, no bairro Costa Verde, foi vistoriada e não apresentava sinais de luta corporal. A principal hipótese da polícia é que os dois se conheceram no domingo, quando o suspeito abordou a vítima em um logradouro público, ofereceu entorpecentes e saíram juntos. Ambos são considerados usuários de drogas.

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A perícia ainda tenta recuperar as digitais da vítima, comprometidas pelo fogo. Material genético foi coletado da região íntima, também carbonizada, para verificar possível violência sexual. O resultado depende de exames laboratoriais mais demorados.

A DHPP pede que informações sobre a identidade ou paradeiro do suspeito sejam repassadas anonimamente pelos telefones 180 ou 197.

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