O advogado Bruno Oliveira Castro negou que solicitou, intermediou ou realizou qualquer tratativa ilícita ao se defender das investigações da Operação Gemini. Alvo de buscas da Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o jurista destacou que, antes mesmo das medidas judiciais, já havia se colocado espontaneamente à disposição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para prestar esclarecimentos.
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Em nota oficial, Castro classificou como "indevida" a associação de seu nome aos crimes investigados e sustentou que os contatos a ele atribuídos no inquérito estão "descontextualizados". Segundo o advogado, sua atuação profissional sempre ocorreu dentro dos limites éticos e das prerrogativas da função.
“Confio que a apuração, conduzida com imparcialidade, demonstrará exatamente isso, uma vez que sempre exerci a advocacia dentro dos limites da lei”, diz trecho do comunicado à imprensa.
Bruno Castro foi apontado pela PF como o“advogado de confiança” do desembargador afastado Dirceu dos Santos. Segundo o relatório, ele atuaria como intermediário em transações financeiras, quitação de dívidas familiares e negociações imobiliárias realizadas por meio de terceiros, conhecidos como "laranjas". A PF aponta que o esquema teria movimentado cerca de R$ 3,2 milhões em depósitos e saques em espécie.
Durante o cumprimento dos mandados nesta manhã, agentes federais localizaram um arsenal composto por fuzis com lunetas, pistolas e munições em endereços ligados aos alvos, que incluem Castro, o desembargador Dirceu e o deputado estadual Faissal Calil (PL). Além do material bélico, foram recolhidos itens de alto luxo, como canetas de grife e um relógio Rolex avaliado em mais de R$ 100 mil. Até o momento, a PF não detalhou a propriedade individual de cada arma apreendida.
A Operação Gemini é um desdobramento da Operação Sisamnes e foca na comercialização de sentenças e ocultação de recursos ilícitos no Judiciário mato-grossense. O grupo é investigado pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
NOTA À IMPRENSA
Diante da Operação “Gemini”, deflagrada nesta data, e das notícias que associaram indevidamente meu nome à investigação em curso, venho a público, com serenidade e firmeza, negar de forma categórica a prática de qualquer ato ilícito no exercício da advocacia. A propósito, é importante mencionar que, muito antes de qualquer medida judicial, coloquei-me espontaneamente à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, inclusive perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Procuradoria-Geral da República, no interesse da investigação e da verdade.
No que se refere aos contatos a mim atribuídos, faz-se necessário esclarecer que estão descontextualizados e não correspondem à realidade dos fatos. Jamais solicitei, intermediei ou realizei qualquer tratativa ilícita. Por conseguinte, confio que a apuração, conduzida com imparcialidade, demonstrará exatamente isso, uma vez que sempre exerci a advocacia dentro dos limites da lei, da ética profissional e das prerrogativas da função. Registro, por fim, minha confiança na Justiça e nas instituições, bem como meu integral respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, certo de que a verdade prevalecerá.
BRUNO OLIVEIRA CASTRO
Cuiabá/MT, 08 de junho de 2026.
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