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Polícia Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 16:16 - A | A

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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 16h:16 - A | A

FEMINICÍDIO INFANTIL

Pai que matou filha de 12 anos tinha histórico de violência contra a ex-companheira, diz polícia

Investigação aponta que Claudinei da Silva já era alvo de medida protetiva e confessou ter estrangulado a filha após discussão motivada por mensagens em rede social.

SILVÉRIO ALMEIDA
Da Redação

Claudinei da Silva, de 42 anos, pai de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, assassinada no último domingo (8), já possuía histórico de violência doméstica contra a ex-companheira, mãe da adolescente. A informação foi confirmada pelo delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações do caso.

De acordo com o delegado, Claudinei, era separado da mãe da menina e já havia sido alvo de medida protetiva em razão de episódios anteriores de agressividade. "Ele já tinha um histórico de agressividade contra a mãe dessa menina e agora contra a própria filha. Isso demonstra um comportamento violento direcionado às mulheres", afirmou o delegado.

Durante as diligências realizadas na residência do suspeito, os policiais encontraram manchas de sangue no quarto onde a adolescente foi agredida, além de uma bermuda com vestígios de sangue que teria sido utilizada por Claudinei no momento do crime.

Segundo a investigação, pai e filha participaram de uma confraternização familiar antes do ocorrido. Conforme relato do próprio suspeito, ele consumiu bebida alcoólica durante o evento e, ao retornar para casa, pegou o celular da filha e encontrou conversas dela com um menino por meio das redes sociais.

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Ainda de acordo com o depoimento prestado à polícia, uma discussão teve início após a descoberta das mensagens. Claudinei confessou ter estrangulado a adolescente durante o desentendimento. O delegado explicou que o suspeito relatou ter apertado o pescoço da filha até que ela começasse a sangrar pelo nariz.

Após as agressões, o homem deixou a residência sem prestar socorro à vítima. Olga foi encontrada pela mãe e por outros familiares, que estranharam o comportamento evasivo do suspeito e decidiram ir até a casa. A menina ainda apresentava sinais vitais quando foi localizada e foi levada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

Para o delegado Nilson Farias, a conduta do suspeito caracteriza feminicídio. Segundo ele, Claudinei tinha plena consciência do risco de morte ao aplicar o golpe em uma criança de apenas 12 anos e, mesmo diante da gravidade da situação, optou por fugir em vez de buscar ajuda. O investigado foi autuado por feminicídio com agravante pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.

A delegada Jéssica Assis, responsável pelo Núcleo de Feminicídios da DHPP, informou que a investigação seguirá para aprofundar o histórico familiar e verificar se havia outros episódios de violência envolvendo a adolescente.Entre os pontos que serão analisados estão a medida protetiva existente entre os pais, possíveis registros anteriores de violência doméstica, eventual acompanhamento do Conselho Tutelar e informações da comunidade escolar da vítima.

A polícia também busca identificar se havia sinais de violência indireta contra a criança, situação conhecida como violência vicária, quando filhos são utilizados para atingir ou causar sofrimento à mãe.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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