"Me preocupo que pessoas não entendam que temos que pensar sobre o impensável. Me preocupo que não estamos nos preparando o suficiente para o próximo choque que está por vir. Não sei o que será, mas sei que teremos um", disse, em entrevista nesta segunda-feira para podcast da Bloomberg.
Georgieva ponderou que o mundo deve lidar com choques cada vez mais frequentes e que os líderes precisam preparar seus países para se tornarem mais resilientes.
Ao comentar sobre sua trajetória no FMI, a diretora-gerente destacou como a instituição tem auxiliado na recuperação de várias economias ao longo de sua história. "Grécia, Islândia e outros países seguiram nossas recomendações, fizeram reformas e se tornaram algumas das economias com melhor performance do mundo", apontou.
Sobre inteligência artificial (IA), Georgieva observou que estão em discussão três modelos centrais de regulação para a tecnologia, feitos pelos EUA, União Europeia (UE) e China.
Segundo ela, caberá à Organização das Nações Unidas (ONU) decidir qual conjunto de regras será capaz de direcionar a presença da IA na sociedade, como lucros corporativos podem ser distribuídos, riscos para a estabilidade financeira, entre outros.
(Com Agência Estado)
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